Interior de SP
Nesta sexta-feira (26), foi realizado o ato Fora Bolsonaro em Araraquara (SP). Militantes de partidos de esquerda e sindicatos compareceram.
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Faixa Fora Bolsonaro estendida na Praça Santa Cruz | Maurício Salazar/DCO

Nesta sexta-feira (26), foi realizado o ato Fora Bolsonaro em Araraquara (SP).

O ato contou com a presença de militantes do PCO, do Movimento Popular da Juventude (MPJ-PT), movimento Antifa, trabalhadores filiados à Apeoesp, Sindicato dos Bancários, SINASEFE, Sismar e estudantes de graduação e pós-graduação da Unesp, câmpus de Araraquara. Todos os partidos de esquerda atuantes na cidade foram convidados, caso do PT, PSOL, PDT e PCdoB.

Com a pandemia do Covid-19, é inviável a realização de atos grandes. Contudo, o ato se destacou pelo seu caráter classista e combativo, com palavras de ordem definidas e a presença de organizações políticas e sindicais. A palavra de ordem Fora Bolsonaro e a perspectiva de derrubada do governo fascista aglutinam os setores combativos do movimento popular.

As falas destacaram a situação catastrófica do país, que soma mais de 1 milhão de infectados pelo coronavírus e acima de 50 mil mortes. O desemprego atinge amplas parcelas da população, que não têm qualquer perspectiva de presente e futuro. O governo Bolsonaro ameaça o país com um golpe militar fascista, que visa estabelecer uma ditadura militar sanguinária e terrorista sobre o conjunto da população, incluindo os sindicatos, as organizações populares e os partidos de esquerda.

A ofensiva fascista sobre os direitos e condições de vida das mulheres, negros, indígenas e quilombolas foi sistematicamente denunciada pelos presentes no microfone. Houve também forte denúncia dos massacres cometidos pela Polícia Militar, milícia armada a serviço da burguesia e infestada de nazistas e fascistas, uma verdadeira máquina de guerra contra o povo. A reivindicação de dissolução da PM ganhou destaque.

O governo Bolsonaro aproveita-se da pandemia para “passar a boiada”. Isto é, se utiliza do contexto para avançar na retirada de direitos, venda do patrimônio nacional e, por fim, na tomada do regime político por dentro, de forma a preparar um golpe de Estado militar. Os trabalhadores e trabalhadoras foram alertados de que todos pagarão muito caro, caso não se verifique uma reação enérgica nas ruas.

A política do conjunto da esquerda foi questionada pelo seu caráter capitulador diante do perigo real do fascismo. Enquanto a extrema-direita avança, a esquerda se esconde, boicota manifestações nas ruas, faz acordos com a polícia e a justiça bolsonaristas, fecha os sindicatos e suspende as atividades partidárias.  Em suma, a esquerda abandona o povo à sua própria sorte e risco.

A pandemia do Covid-19 não suspende a luta de classes, pelo contrário, a intensifica. Se não houver uma reação enérgica nas ruas, convocada pelo conjunto das organizações sociais e políticas da classe trabalhadora, serão milhares de infecções e mortes pelo vírus. A pandemia vai significar uma hecatombe ainda maior sobre o povo. Isso sem falar do aprofundamento da miséria e da opressão política.

É preciso convocar a população às ruas e impulsionar uma mobilização revolucionária pelo Fora Bolsonaro. Não há outro jeito. Qualquer negociação  ou aliança com os golpistas, ao estilo da Frente Ampla, necessariamente levará o movimento à derrota. Nenhum acordo com aqueles que deram um golpe de Estado, fraudaram uma eleição presidencial, implementaram políticas de austeridade e ataques aos direitos políticos, sociais e democráticos e agora querem se travestir de democratas e opositores a Bolsonaro. Nenhuma aliança com Temer, Tasso Jereissati, Fernando Henrique Cardoso, Ciro Gomes, Sarney, Ricardo Patah, Geraldo Alckmin, Eduado Paes, Arthur Virgílio Neto, Luciano Huck, Reinaldo Azevedo, Márcio França, Roberto Freire, José Aníbal, Marina Silva, Marta Suplicy, Cristovam Buarque, Bruno Araújo, Aldo Rebelo, Raul Jungmann.

A Frente Ampla visa atrelar o movimento popular Fora Bolsonaro aos interesses dos partidos da burguesia dita “democrática”. Essa mesma que controla o regime político e promoveu o golpe de Estado de 2016.

 

 

 

 

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