Interior de SP
Na manhã deste sábado (10), aconteceu o 6º ato Fora Bolsonaro de Araraquara. Um fascista, ligado ao Movimento Conservador, tentou agredir os manifestantes e retirá-los das ruas.
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Faixa Fora Bolsonaro. | Reprodução.

Na manhã deste sábado (10), aconteceu o 6º ato Fora Bolsonaro na praça Santa Cruz de Araraquara pela 2ª Jornada de Lutas Fora Bolsonaro. Dois atos estão programados para acontecer nos dias 24 de outubro e 7 de novembro. Todos às 11:30 da manhã no mesmo local.

Militantes do Partido da Causa Operária, do Comitê Fora Bolsonaro-Araraquara, do Partido dos Trabalhadores, anarquistas e independentes compareceram ao protesto. No microfone, as intervenções denunciaram o aumento do desemprego e o aprofundamento da miséria no país. Diversas falas colocaram ênfase na necessidade de mobilizar a população trabalhadora pelo Fora Bolsonaro e alertavam para o perigo de golpe militar, com mais de 6 mil militares da ativa e da reserva ocupando postos civis no governo federal, em todos os escalões.

O congelamento dos gastos públicos foi apontado como um dos principais mecanismos que impedem os investimentos necessários na saúde para proteger a população da pandemia do coronavírus. Os presentes salientaram que o Brasil já registra 150 mil mortes pela pandemia e mais de 5 milhões de infecções. Em meio à pandemia, medidas propostas pelo governo Jair Bolsonaro, aprovadas no Congresso Nacional, facilitaram as demissões e cortes de salários. O genocídio em marcha é resultado da política do governo federal e do bloco político golpista, que se sintetiza na frase “deixar morrer quem tiver que morrer”.

A Polícia Militar foi denunciada como uma instituição fascista, direcionada para o assassinato sistemático da população negra nas periferias das cidades, sobretudo a juventude. Seu objetivo é manter a classe operária sob um estado de terror permanente, de forma a exercer o controle social. O aparelho de repressão como um todo, incluindo a Polícia Civil e as Forças Armadas, é parte da engrenagem do estado capitalista, de manter o domínio à força dos exploradores sobre a imensa massa do povo. Os manifestantes pediram a dissolução imediata da Polícia Militar, o fim dos massacres e dos assassinatos.

As intervenções afirmavam que os presídios são verdadeiros campos de concentração, onde a população pobre é mantida nas piores condições possíveis. As famílias dos presos passam por humilhações permanentes, e atualmente até mesmo o direito a visitas está suspenso. Sabe-se que os presos que tenham contraído o coronavírus são abandonados à própria sorte.  Todos os presos provisórios, não perigosos, devem ser imediatamente libertados para se proteger da pandemia do coronavírus. O fato de que a pessoa tenha cometido um crime não pode significar a privação dos direitos democráticos fundamentais e a tortura permanente, que é o que ocorre nas unidades prisionais.

Perto do fim da manifestação, um homem ligado ao Movimento Conservador avançou sobre os presentes e tentou agredi-los. O fascista ficou incomodado com a reivindicação de soltura dos presos, pois considera que a população presa deve ser exterminada e torturada. Após ser confrontado pelos manifestantes, – o que chamou a atenção dos transeuntes do centro – que não aceitaram a tentativa de agressão e intimidação, o fascista foi embora. Ele também chamou a Polícia Militar para que esta acabasse na marra com a manifestação, no que não obteve êxito.

Os fascistas de Araraquara, organizados pelos comerciantes e pelo próprio comando da Polícia Militar, costumam armar provocações contra os manifestantes Fora Bolsonaro. Em um dos atos anteriores, dois militantes do Partido da Causa Operária foram levados ao 1º e 3º Distritos Policiais por policiais militares por realizarem um ato Fora Bolsonaro. Em um outro episódio, a direita armou um evento da Igreja Universal para impedir que a praça fosse ocupada. Noutro episódio, indivíduos ligados ao Movimento Conservador e a Partido Social-Liberal (PSL) compareceram aos atos para filmar os presentes e pôr seus nomes e fotografias na internet. Sabe-se que há uma articulação dos comerciantes e da extrema-direita para impedir que a esquerda se utilize da praça Santa Cruz para realizar os atos Fora Bolsonaro.

No ano passado, sete policiais militares tentaram impedir a venda do Jornal Causa Operária na Praça Santa Cruz. É importante destacar que os PMs seguiram os militantes pelo centro da cidade até realizarem a abordagem por “atitude suspeita”. Quando indagados, os policiais se negaram a responder qual seria a suposta atitude suspeita e recolheram os dados dos militantes para confeccionar um relatório. Uma vez mais, se negaram a dizer qual seria o motivo deste relatório e para quê seria usado.

No decorrer deste ano, os militantes da campanha Fora Bolsonaro foram impedidos de panfletar, pela primeira vez na história, em distintos pontos da cidade, como na frente do restaurante popular Bom Prato e no terminal de integração. A direita procura se organizar para reprimir, censurar e intimidar os militantes da campanha Fora Bolsonaro em Araraquara, da mesma forma como faziam na época da campanha Lula Livre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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