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Confira aqui um resumo da Análise Política da Semana!
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Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária |

Na Análise Política da Semana do último sábado (25), o companheiro Rui Costa Pimenta analisou a saída de Sérgio Moro do governo Bolsonaro, destacando os pontos principais das declarações do ex-ministro e do presidente golpista.

Nesse ponto da crise do governo foi discutida a possibilidade de que o próximo a ser atingido seja o ministro da economia, Paulo Guedes, pois cada vez mais setores da burguesia e não apenas no Brasil, colocam a necessidade de uma volta à intervenção estatal para impedir a falência generalizada de empresas.

A avaliação sobre as denúncias é de embora sejam impactantes, pelo menos no momento não há um consenso no interior da burguesia de que Bolsonaro tem de sair. São sintomáticos, nesse sentido, o silêncio dos militares, dos presidentes dos senado e da câmara e o tom patético do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em pedir que Bolsonaro renuncie em favor do vice.

Uma segundo discussão apresentada pelo companheiro Rui, ainda sobre a crise do governo, é a posição da esquerda diante da crise e a defesa do fora Bolsonaro. Foi feito uma breve retrospectiva da posição adotada pela esquerda nas eleições de 2018, a posição contrária ao Bolsonaro durante todo o ano de 2019, alegando correlação de forças, apoio de uma expressiva parcela ao presidente, etc, isso quando havia toda uma tendência à mobilização popular pelo Fora Bolsonaro. Eis que diante da pandemia, em um momento de maior dificuldade para se promover a mobilização, em que não há grandes abalos na base bolsonarista, a esquerda mudou de posição e passou a adotar o Fora Bolsonaro. De acordo com a avaliação feita na análise, não é que a esquerda fez um balanço crítico da sua posição anterior, mas o que determinou a mudança de posição ocorreu como resultado do fato de que uma parcela da burguesia passou a se chocar mais abertamente contra o governo. Ou seja, foi a mudança de posição de uma parcela da burguesia que fez com que a esquerda mudasse sua posição.

A posição da esquerda, portanto, está a reboque da direita. A iniciativa política está com a direita e uma decisão, diante do avanço da crise, que venha a ser tomada no sentido de remover Bolsonaro, sem nenhum interferência popular, terá como resultado um governo bolsonarista sem Bolsonaro e com isso a consolidação do golpe.

Um segundo ponto discutido foi o ato virtual unificado do 1º de maio das centrais sindicais, em si já um problema, uma vez que tem a CUT por um lado e a Força Sindical por outro, por exemplo, que é uma central controlada pela Fiesp e que defendeu o golpe de 2016. A situação é ainda mais grave com o convite feito à participação no ato de figuras nefastas da direita e da extrema-direita, como FHC, João Dória, Rodrigo Maia e outros. Rui conclamou a parcela da CUT que está contrária a participação da burguesia e da direita a forçar a CUT a romper a unidade com as demais centrais sindicais e construir um ato de luta.

Além disso, também foi feita a convocação para o 1º de maio organizado pelo PCO e pelos Comitês de luta, que será feito de forma presencial, feitas as devidas precauções de segurança, e que é de importância fundamental para toda a classe trabalhadora.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=zZQa4tzw25A]

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