Veja como foi a Análise Política, com Rui Costa Pimenta, na TV247

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Um dos programas semanais de maior audiência no Canal247, a Análise Política apresentada pelo companheiro Rui Costa Pimenta vai ao ar todas as terças-feiras às 16 horas, e é retransmitida pela COTV. Em um programa de aproximadamente uma hora, Rui responde a perguntas do apresentador e de internautas que acompanham ao vivo.

Na análise dessa semana, Rui destaca a profunda crise em que o governo ilegítimo de Bolsonaro se encontra. Passados menos de três meses e o governo Bolsonaro já se encontra caminhando em uma verdadeira corda bamba.

Crise do governo Bolsonaro vai além das expectativas

A análise feita pelo Partido da Causa Operária tem destacado sistematicamente a fraqueza do governo Bolsonaro. Afinal, foi um governo eleito por uma fraude gigantesca, a começar pela retirada de Lula da disputa. Entretanto, Rui começa destacando que a crise do governo Bolsonaro vai além das expectativas.

A mais recente fratura no governo se deu em torno do problema da Marielle. Conforme destacou Rui, é uma crise que se desenvolve perigosamente, muito próxima ao próprio Bolsonaro. Além disso, há contradições por todos os lados, como por exemplo a aberta entre a chamada ala ‘ideológica’, as olavetes, e Mourão e os militares, as novelas da família Bolsonaro, dentre muitas outras.

O carnaval escancara a fraqueza do governo Bolsonaro

O carnaval mostrou de norte a sul do País que o apoio popular a Bolsonaro, que nunca foi muito grande, despenca em queda livre. Os ataques a Bolsonaro no carnaval foram tão profundos que já fizeram Rui comparar a imagem de Bolsonaro à de Temer, outro anão em termos de popularidade. Observando a mobilização popular no carnaval podemos ver claramente uma curva ascendente, comparando-se os anos de 2017, 2018 e 2019.

Um governo que substitua o Bolsonaro estaria em uma crise ainda maior

O governo se encontra em uma grande crise justamente por que de todos os elementos da direita, o único que possui alguma base social, por mais que ela seja menor do que propagandeia a imprensa golpista e parte da esquerda, é Bolsonaro. No caso de uma substituição de Bolsonaro por Mourão, por exemplo, seria muito difícil, mesmo para os militares, manter o controle sobre essa base de extrema direita. Esse é justamente o trunfo de Bolsonaro, e é justamente isso que fez com que a burguesia entrasse nessa manobra improvisada e arriscada de apoiar a eleição de Bolsonaro aos 45 do segundo tempo.

A burguesia está com Bolsonaro entalado na garganta

Embora o governo Bolsonaro esteja mergulhado em uma profunda crise, a burguesia não pode simplesmente descarta-lo sem que ele encaminhe a situação econômica. Há um grande empenho para que este governo consiga encaminhar pelo menos algum projeto de destruição da Previdência. No entanto, esta reforma vai demandar tempo para que seja aprovada, o que faz com que a crise se prolongue e se aprofunde.

Por um lado, a burguesia procura controlar o governo por meio do PIG, o Partido da Imprensa Golpista. Por outro, Bolsonaro procura reagir, através de comentários amalucados no Twitter, agrupando a sua base direitista. Este fenômeno por si só é muito complicado, uma vez que não se governa um país através da internet, como o golpista Guaidó salientou. Essa verdadeira sinuca de bico é reflexo do caráter improvisado do governo Bolsonaro, como já discutido anteriormente. É o que acontece quando o baixo clero assume o leme do barco em plena luz do dia.

Os tweets de Bolsonaro, por mais idiotas que sejam, serviram para levantar o moral da direita que o apoia, como o setor religioso, que ficou profundamente abalado diante dos ataques sofridos no carnaval.

A crise do governo Bolsonaro abre uma janela de oportunidades para a esquerda

A crise do governo fraudulento de Bolsonaro abre uma excelente oportunidade para a reação popular. No entanto, não devemos esperar que o governo caia sozinho, de podre. É fundamental que a esquerda tenha iniciativa e acompanhe a situação política de perto.

A Intervenção no Rio de Janeiro foi um exercício militar golpista

Rui também destacou que a Intervenção militar no Rio de Janeiro foi uma espécie de exercício militar do golpe, montado para testar as condições para controlar o país no caso de a situação política escapar do controle. O fracasso dessa operação serviu para mostrar a dificuldade hercúlea de controlar o Brasil na atual conjuntura.

Rui convoca a militância de esquerda para a Plenária Lula Livre

Diante da gravidade da situação, Rui destaca a fundamental importância da Plenária Lula Livre, que está sendo organizada pelo Comitê Nacional Lula Livre e que vai agrupar diversos militantes de várias organizações e regiões do país neste sábado, em São Paulo.

Impeachment de Bolsonaro? Não! O caminho está nas ruas

Na análise, Rui destacou também que a palavra de ordem de impeachment para Bolsonaro não é a melhor opção, uma vez que permite que a direita implemente uma série de manobras para controlar o processo. O correto seria impor a saída não só de Bolsonaro, mas de todos os golpistas, pela pressão das ruas. Os últimos anos têm mostrado sistematicamente que a mobilização institucional é um beco sem saída. Devemos exigir a saída de todos os golpistas e a realização de eleições gerais, com a presença de Lula.

Assista a Análise Política desta terça-feira no canal da COTV no Youtube: