Veja ataca o Intercept: os monopólios da comunicação contra a liberdade de imprensa

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A imprensa burguesa frequentemente levanta a defesa da liberdade de imprensa quando isso é conveniente para seus objetivos políticos. Um exemplo pitoresco foi quando Hugo Chávez não renovou a concessão de uma criminosa emissora de TV golpista e de direita. Como se os governo tivessem que dar sinais públicos de TV de presente para capitalistas coxinhas que conspiram diariamente contra o país. Isso por si só já dá uma boa ideia do que a imprensa capitalista anda chamando de “liberdade de imprensa”: trata-se da liberdade de meia dúzia de bandoleiros bilionários controlarem a informação nacionalmente.

Por outro lado, quando a liberdade de imprensa de fato está em jogo, os bandidos da imprensa burguesa se apressam em se juntar aos poderosos na sua tentativa de calar a sociedade e bloquear as informações relevantes. Um artigo recente da revista Veja ilustra muito bem esse problema. Sob o título “Greenwald, o homem que quer fritar Sergio Moro, é uma fera”, Vilma Gryzinski traça um perfil do jornalista Glenn Greenwald em que procura apresentá-lo como um “agente russo”, ao melhor estilo dos tempos da chamada “guerra fria”, época de uma campanha imperialista contínua e persistente contra a URSS.

Assim a imprensa burguesa junta-se ao governo Bolsonaro na tentativa de abafar o escândalo das revelações feitas pelo site The Intercept Brasil, comandado por Greenwald. Sem conseguir controlar completamente a informação, os velhos monopólios partem para uma campanha aberta na tentativa de gerar o descrédito de Greenwald. O objetivo da imprensa é tentar mitigar os estragos feitos pelas revelações do Intercept, que desmontam completamente qualquer tentativa de apresentar a Lava Jato como uma operação isenta. Dizer isso a sério tornou-se ridículo a partir do último domingo (9), quando as reportagens revelando que o ex-juiz Sérgio Moro tramava junto com Deltan Dallagnol contra Lula foram publicadas.

Restou o ataque pessoal para tentar abafar a informação. Eis o quanto vale o amor da imprensa burguesa à “liberdade de expressão”. Esses veículos são na verdade inimigos da liberdade de expressão, e gostariam de seguir enganando a população para sempre, sem perturbações.