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Desde o golpe de Estado de 2016 que derrubou a presidenta eleita Dilma Rouseff e que empossou o seu vice vampiresco Michel Temer e agora elegeu por meio de fraude Jair Bolsonaro, houve um aumento vertiginoso da violência no campo, especialmente no que diz respeito ao assassinato de lideranças dos movimentos.

Os latifundiários assassinos constituem uma base de apoio para os governos da direita e, além das afirmações criminosas dadas pelo atual presidente ilegítimo sobre as populações oprimidas (chamar os sem terra de “terroristas”, referir-se aos quilombolas como se estivesse se referindo a animais e tantas outras), existe também uma política de “vista grossa” e de incentivo ao massacre no campo, praticada desde Temer e que torna a situação das populações camponesas extremamente periclitante.

Abaixo transcrevemos uma lista divulgada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) dos assassinatos das lideranças em 2018:

 

Janeiro:

– Márcio Matos Oliveira, dirigente do MST, assassinado na Bahia;

– Valdemir Resplandes dos Santos, defensor dos direitos humanos e liderança pela reforma agrária, assassinado no Pará;

– Gazimiro Sena Pacheco, assassinado por saber da execução de Resplandes;

 

Fevereiro:

– Carlos Antônio da Silva, de 51 anos, o Carlão, líder de um assentamento rural, foi assassinado no Mato Grosso;

 

Março:

– Paulo Sérgio Almeida Nascimento, um dos diretores da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama), foi assassinado no Pará;

– Joacir Fran Alves da Mota, trabalhador rural, morto a tiros no Pará;

 

Abril:

– Nazildo dos Santos Brito, liderança quilombola, foi encontrado morto após receber ligação durante a noite e sair de casa, no Pará;

– Edemar Rodrigues da Silva, o “Galego”, assassinado em disputa por terras em Rondônia;

 

Junho:

– Leoci Resplandes de Sousa, sobrinho de Valmir Resplandes dos Santos, foi morto no Pará;

– Katyson de Souza, o “Gatinho”, foi morto a facadas no Pará;

 

Julho:

– Dois posseiros, Tiago Campin dos Santos e Ademar Ferreira, foram assassinados em Nova Mamoré (RO);

– Ismauro Fátimo dos Santos, líder agrário, assassinado em Rondônia;

– O sem terra Lucas de Lima Batista, em Rondônia;

 

Agosto:

– Juvenil Martins Rodrigues, o “Foguinho”, foi morto a tiros por dois homens em uma motocicleta, no Pará;

 

Setembro:

– O quilombola Haroldo Betcel foi morto no Pará;

 

Outubro:

– Um indígena da tribo Kawahiva do Rio Pardo, chamado Erivelton Tenharin foi assassinado em Colniza Mato Grosso;

– Aluísio Sampaio, um líder dos sem terra, foi assassinado com tiros na cabeça no Pará

 

Novembro:

– O líder indígena Reinaldo Silva Pataxó foi assassinado na Bahia em um crime com características de pistolagem;

 

Dezembro:

– José Bernardo da Silva, conhecido como Orlando e Rodrigo Celestino, ambos militantes do MST, foram assassinados na Paraíba;

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