Cresce a moblização: categorias aprovam participação na greve do dia 14

Professores da rede estadual de SP aprovam continuidade da greve

Segundo o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, declarou em entrevista à Rádio Brasil Atual  “os (atos dos) dias 15 e 30 foram importantes na construção do 14 de Junho”  e mostram que “temos força para fazer uma greve geral enorme”.

Ainda o dirigente da maior organização sindical do País e principal entidade na preparação da greve geral, em sua recente visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba, o ex-presidente mostrou grande expectativa de que a greve geral “venha para barrar a reforma da  Previdência. Esse governo foi eleito pelos banqueiros, que estão ávidos por esse filão bilionário da capitalização da Previdência.”

De fato, as manifestações gigantescas dos dias 15 e 30, que levaram quase dois milhões de pessoas às ruas contra o governo Bolsonaro e seus ataques, tendo como palavras-de-ordem com maior apoio popular o “fora bolsonaro” e o “lula livre”, impulsionaram um clima de mobilização que se espalha por todo o País, nas mais variadas categorias de todo o País.

Destacamos alguns exemplos de categorias importantes na mobilização geral dos trabalhadores e na realização de uma grande paralisação nacional, no dia 14 de junho, que sirva para impulsionar um greve geral de verdade, por tempo indeterminado, com os trabalhadores lutando por uma alternativa própria diante do agravamento da crise: a derruba do governo Bolsonaro e de todos os golpistas, a conquista da liberdade de Lula e de novas eleições, com Lula candidato.

Petroleiros

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás estão rejeitando em assembleias por todo o País, por unanimidade a contraproposta apresentada pela empresa e suas subsidiárias, que desmonta o Acordo Coletivo de Trabalho e pavimenta o caminho para a e7656380-29ed-4074-b44c-7d6301e6f44dprivatização. As assembleias começaram esta semana nas bases da FUP e prosseguem até o dia 6 de junho.

Segundo a entidade nacional dos petroleiros, a FUP (federação Única dos Petroleiros), “a categoria vai se mobilizar para garantir os direitos conquistados e impedir o desmonte da empresa” e essa luta “começa já, com a participação na greve geral do dia 14 de junho, indicativo da FUP que está sendo referendado massivamente pelos petroleiros nas assembleias“.

 

Metalúrgicos ABC

 

Segundo o Boletim do Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, o Tribuna Metalúrgica, os Metalúrgicos do ABC se juntaram a milhares de brasileiros que foram às ruas no último dia 30, na segunda mobilização do mês que reuniu trabalhadores, estudantes, professores e movimentos sociais. A iniciativa fez parte da preparação da categoria para Greve Geral do dia 14 de junho.

O Sindicato já realizou assembléias em várias fábricas em que foi aprovada a paralisação e outras estão previstas para os próximos dias. A mesma situação se repete em centenas de categorias operárias, mostrando a tendência do setor mais combativo e decisivo da classe trabalhadora entrar em campo e abalar ainda mais o já combalido governo ilegítimo de Jair Bolsonaro.

 

Professores

 

No último dia 31, o maior sindicato do País, a APEOESP (professores estaduais paulistas), reuniu seu Conselho Estadual de Representantes reafirmou a convocação de toda a categoria para participação na greve geral do dia 14 de junho, conforme já aprovado em assembleia geral no último dia 15 de Maio.

Na reunião ficou estabelecido que as 93 subsedes devem convocar reuniões dos comitês de luta para organizarem a paralisação de todas as categorias e atos regionais no dia 14, além da participação na manifestação estadual que ocorrerá na tarde daquele dia, na Capital.

A Corrente Educadores em Luta publicou 30 mil exemplares do seu Boletim nacional convocando a paralisação nas Escolas e Universidades e em todo o País pelo Fora Bolsonaro.

O setor da Educação realizou duas grandes manifestações que deixaram evidente a evolução política à esquerda entre os trabalhadores e a juventude. Nelas predominaram claramente o entendimento de que para derrotar a ofensiva de Bolsonaro contra o ensino público, para barrar o roubo da Previdência etc. é preciso derrotar o governo Bolsonaro, inimigo da Educação e do povo brasileiro.

 

Transportes

Em plenária realizada no último dia 27, no Sindicato dos Metroviário de São Paulo, sindicatos e federações do setor do transporte se reuniram com dirigentes das centrais sindicais no Sindicato dos Metroviários de São Paulo, e aprovaram a mobilização da categoria para a Greve Geral dos trabalhadores convocada para o dia 14 de junho. O Encontro teve a participação de cerca de 40 dirigentes.

Além do próprio Sindicato dos Metroviários SP, compareceram ao encontro sindicalistas dos rodoviários (SP, Guarulhos, Santos, Sorocaba e ABC), ferroviários Central do Brasil-SP, trabalhadores em transporte de aplicativos de SP, Sindicato dos Metalúrgicos (SP), Sindicato dos Trabalhadores da Fiscalização dos Transportes (SP), Sindicato de Trabalhadores em Transporte de Carga (SP), Federação dos Trabalhadores dos Transportes (SP), Federação Nacional dos Metroviários, Confederação Nacional dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Terrestre e Logística.

Na reunião foi aprovada a realização de uma nova Plenária nacional, no próximo dia 5 de junho, em Brasília, intensificar a coleta de abaixo-assinados contra a reforma da Previdência, e a distribuição de cartas à população nas estações de metrô e trem convocando a população a participar da Greve Geral.