Manipulação dos resultados
Apresentada como uma ferramenta para inibir os erros de arbitragem, o VAR prova a cada dia que atua para interferir diretamente nos resultados dos jogos
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Árbitro explicando a anulação do pênalti que deixaria o Sport com as mãos no empate | Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife
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Árbitro explicando a anulação do pênalti que deixaria o Sport com as mãos no empate | Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife

Os campeonatos avançam e o VAR (Árbitro Assistente de Vídeo, em português) comprova cada vez mais que não cumpre a prometida maior eficiência na correção de erros de arbitragem. Os erros não apenas continuam ocorrendo, como passaram a ser ampliados pela ferramenta pouco transparente.

No último sábado (10), o “arbitro assistente de vídeo” roubou novamente a cena. Jogando em casa, o Sport Recife pedia por 1 X 0 para o Palmeiras, até que um lance decisivo ocorreu. Durante a pressão rubro-negra em busca do gol de empate, o time sofreu dois lances de pênalti. O segundo foi tão escandaloso que o árbitro marcou a penalidade.

Mas aí entrou em campo o famigerado VAR e as conversas eletrônicas ao pé do ouvido do árbitro. Após quatro longos minutos de “análise”, o lance foi considerado normal. As justificativas apresentadas pelo árbitro foram que a bola foi passada por um jogador do Palmeiras, o que eximiria a possibilidade de tentar bloquear a bola, e que o jogador que tocou a bola com o braço fez um movimento para tentar não tocá-la.

Ao contrário do famoso bordão de um comentarista de arbitragem da Globo a regra nunca foi clara. Pelo contrário, adquiriu contornos cada vez mais nebulosos nos últimos anos. Aliás, o próprio criador do bordão não conseguiu engolir a bizarra decisão e fez críticas à não marcação do pênalti em uma rede social.

Vale lembrar aqui que o primeiro lance de pênalti, ocorrido pouco antes, não foi nem analisado no VAR. A seletividade dos lances que passam pelo tribunal do VAR também é um fator bastante negativo e que tem revoltado profissionais e torcedores.

O craque Thiago Neves foi mais incisivo e publicou “Seguimos sendo ROUBADOS!!”. A revolta do jogador guarda relação com um fato expresso num levantamento estatístico da própria Globo. A anulação do pênalti fez com que o Sport empatasse com o Coritiba na segunda posição de pior saldo de decisões contrárias através do VAR.

Sem considerar se as decisões foram corretas ou não, a estatística indica que o VAR interferiu na marcação dos árbitros negativamente para o Sport em nove oportunidades e apenas quatro vezes positivamente. Pior que o Sport e Coritiba, apenas o Vasco, com um placar de 11×4 para o VAR.

Não por acaso, os cinco piores colocados nesse “ranking do VAR” ou estão na zona do rebaixamento do Brasileirão ou estão muito perto, como é o caso do próprio Sport. Coritiba, Goiás, Botafogo e Vasco lutam contra o rebaixamento e encontram no VAR um obstáculo.

O Sport Club do Recife publicou nesta segunda (11) uma nota oficial expondo pedidos protocolados junto à CBF. Além da denúncia ao quadro de árbitros e do VAR, o clube requer a anulação da partida contra o Palmeiras, a não utilização da arbitragem de vídeo nos próximos jogos do clube no Brasileirão. Além de perícia técnica de vídeo dos lances da última partida e divulgação do conteúdo dos áudios da comunicação entre os árbitros de campo e do VAR.

Apesar de não terem sido citados aqui clubes de pouca expressão popular, eles certamente não figuram entre os mais ricos. Como este Diário vem alertando desde a implementação do “árbitro assistente de vídeo”, a tendência natural dessa ferramenta é beneficiar os clubes que têm mais dinheiro e influência política.

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