Atentado contra o futebol
Promessa de análises imparciais tem se mostrado um recurso a mais para a manipulação dos resultados dos jogos de futebol.
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Gatito Fernández sai nos pés de D´Alessandro para impedir o que seria o primeiro gol do Inter. | Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Video Assistant Referee (árbitro assistente de vídeo) ou apenas VAR. A mais recente “inovação” imposta pela FIFA vem provando na prática ser completamente o oposto do que sua propaganda prometia. Se por um lado não diminuiu a incidência de erros de arbitragem, por outro várias vezes tem até decidido de maneira polêmica o resultado dos jogos.

Não bastasse a manipulação tradicionalmente exercida pelos árbitros no calor do momento, o VAR ampliou muito as possibilidades de interferir criminosamente nos jogos. O verniz tecnológico facilita a encenação de análises supostamente técnicas.

Porém a própria escolha de quais jogadas acionam o VAR já é muito suspeita. Ao contrário da propagandeada imparcialidade, uma série de lances polêmicos fez com que até a imprensa golpista publicasse algumas matérias críticas ao VAR.

O Campeonato Brasileiro, ou Brasileirão, tem colecionado escândalos de manipulação direta dos resultados, em especial com a anulação seletiva de gols. No jogo entre Santos e Vasco, o jogador Marinho comemorou o primeiro gol da partida, anotado pelo santista Lucas Veríssimo, apontando para o VAR. Na rodada anterior, o alvinegro praiano teve dois gols anulados na derrota por 1 X 0 para o Flamengo, um deles marcado por Marinho em cobrança de falta.

No empate por 2 X 2, ambos os gols vascaínos foram anotados com participação do VAR. O primeiro, marcado por Felipe Bastos, havia sido anulado pelo bandeirinha, mas foi validado após minutos de análise. O segundo veio num pênalti marcado pelo mesmo árbitro assistente de vídeo. Marinho não estava errado ao considerar o VAR como um adversário a mais em campo.

Um caso que ganhou muito destaque ocorreu com o Botafogo, que teve dois gols anulados contra o Internacional e acabou perdendo justamente por 2 X 0. A manipulação provocou a revolta do goleiro botafoguense, o paraguaio Gatito Fernández, que na saída do jogo chutou a cabine onde fica o VAR. O jogador será julgado pelo STJD no próximo dia 10 podendo pegar de 30 a 180 dias de suspensão, além de multa de R$100 a R$100 mil.

A atitude do jogador foi uma manifestação legítima e deve ser apoiada pelos profissionais do futebol. Enquanto beneficia alguns poucos times, a maioria sai prejudicada. Sem falar no torcedor, que agora tem que aturar interrupções de vários minutos durante as partidas.

Ao invés de futebol, os torcedores são forçados a assistir aos árbitros com dedo no ouvido escutando orientações no ponto eletrônico ou assistindo aos lances nas cabines ao lado do campo. Ao invés de torcer pelas equipes, a burguesia os quer torcendo pelos árbitros. O VAR é um verdadeiro crime contra o futebol e precisa ser destruído

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