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O golpe está devastando o país
“Vamos vender tudo”: o plano dos golpistas para entregar o país
Atendendo aos pedidos coloniais, Ernesto Araújo declarou que ainda durante o mandato do fascista Jair Bolsonaro, está previsto a privatização de 350 das 400 estatais do Brasil.
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O golpe está devastando o país
“Vamos vender tudo”: o plano dos golpistas para entregar o país
Atendendo aos pedidos coloniais, Ernesto Araújo declarou que ainda durante o mandato do fascista Jair Bolsonaro, está previsto a privatização de 350 das 400 estatais do Brasil.
Ernesto Araújo, ministro fascista das relações exteriores. Foto: Agência Brasil
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Ernesto Araújo, ministro fascista das relações exteriores. Foto: Agência Brasil

Desde que se firmou no Brasil o golpe de estado, a política do governo brasileiro sempre seguiu um único caminho, o de vender tudo que fosse possível do patrimônio brasileiro ao exterior, aos grandes capitalistas, digno de receber o lema de “vende pátria”.

Este plano dos golpistas vem sendo desenvolvido há muito tempo. Já na década de noventa, iniciando o neoliberalismo no Brasil, os governos Collor e sobretudo os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, foram responsáveis por uma liquidação geral da república. Dentre as empresas, encontravam-se peças chaves da economia nacional, como a Vale e a Telebras.

A propaganda do golpe baseia-se nos mesmos pretextos daquela época, na manipulação de dados econômicos e na desculpa de que apenas vendendo tudo resolveremos a grande crise que o país atravessa. No entanto, como na década de 90, a realidade dos dias atuais mostra-se muito longe do futuro de qualidade, geração de emprego e otimização pregado pela propaganda imperialista. E sim, revela de forma acabada o verdadeiro significado de todos estes ataques ao povo e a economia nacional, em uma grande pilhagem da riqueza do país que é direcionada aos grandes magnatas, aos bancos do imperialismo. Hoje, o governo golpista quer novamente fazer o povo brasileiro pagar a conta dos banqueiros, saquear a população em nome dos lucros dos grandes capitalistas, que na grande maioria das vezes, nem brasileiros são.

Com essa missão, o ministro das relações exteriores, o fascista Ernesto Araújo, foi ao principal país imperialista, a metrópole do golpe, os Estados Unidos, em um evento na cidade de Nova York que contou com representações ligadas ao imperialismo, todas junto ao mercado financeiro global, interessadas nos rumos que o principal país da América Latina iria tomar.

Atendendo aos pedidos coloniais, Ernesto Araújo declarou que ainda durante o mandato do fascista Jair Bolsonaro, está previsto a privatização de 350 das 400 estatais que existem no Brasil, enquanto era observado por uma plateia de investidores internacionais.

O principal destaque para sua entrevista de cerca de 30 minutos, foi a declaração de que os correios, uma das principais empresas nacionais, está na meta de prioridades para se privatizar, atropelando os trabalhadores que ainda nesse período entraram em greve contra a privatização da empresa.

O encontro foi organizado pela rede Bloomberg, contando com a presença da ministra da economia do México, Graciela Marquez. Além disso, Araújo evitou de comentar sobre a disputa que existe em relação a tecnologia para implementar o 5G no Brasil. Onde por pressão dos EUA, o Brasil muito provavelmente não irá aderir a tecnologia da empresa chinesa Huawei.

Agora no Brasil, mais precisamente na cidade de Caxias do Sul, serra gaúcha, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também foi ao publico declarar que “vamos vender tudo”, deixando claro que a intensão do golpe é destruir a economia nacional, em uma política que de acordo com o próprio Onyx servirá para que no “dia em que eles (PT) voltarem, eles não vão ter nada para parasitar, porque vai estar tudo vendido”, uma cínica declaração daquele que é um dos principais responsáveis por entregar o dinheiro público brasileiro aos parasitas bancos internacionais.

O golpe não da trégua ao povo brasileiro, e irá aproveitar cada momento para aprofundar os ataques contra a população. Porém, seu momento é de crise, e por isso devemos mobilizar os trabalhadores para a derrubada do governo golpista, pois esperar até as próximas eleições é permitir que o Brasil seja devastado nesse período.