SP aprovou greve
Mobilizar nas ruas contra o governo genocida de Doria e de toda a direita que quer reabrir as escolas em pleno pico da pandemia, sem vacina sem nada

Por: Redação do Diário Causa Operária

Em várias regiões de São Paulo, nós professores, realizamos ontem (dia 5) assembleias virtuais com a participação de centenas de professores – em cada uma delas -, mais decidimos, após intenso debate, que vamos lutar para impedir o genocídio que o governo de São Paulo, sob o comando do fascista João Doria, quer intensificar por meio da reabertura das Escolas, no momento em que São Paulo tem mais de 53 mil pessoas mortos e o País ultrapassada os 230 mil óbitos. Isto em número oficiais, sabidamente falsificados.

Nossa decisão se soma à dos professores do Rio de Janeiro que decidiram no mesmo sentido e na disposição de luta dos trabalhadores da Educação de várias regiões do País, que vem se opondo a várias tentativas do governos reacionários como de Bolsonaro, Doria e Cia. de fazer tudo voltar a funcionar “normalmente” quando o Pais está sendo devastado pela epidemia, sem que eles façam absolutamente nada para combater a situação. Não há e nunca houve testes em massa; eles roubaram bilhões que deveriam ser investidos na Saúde; os “hospitais de campanha”, foram fechados logo depois da campanha eleitoral; nossos colegas da Saúde são sacrificados sem equipamentos de proteção com salários congelados há vários anos (como os nossos).

Agora, eles encenam a farsa da vacinação, tendo como vacina principal uma das mais caras e de menor eficiência do mundo, a Coronavac, da qual Doria é garoto propaganda, em um esquema que visa a faturar bilhões e divididos políticos.

Apenas 1,5% da população foi vacinada até agora e com meia dose, sem que haja um plano efetivo para vacinar todo povo. Buscam nos enrolar enquanto o País é tomado por uma nova cepa do coronavirus, a de Manaus, uma das mais perigosas do mundo, que já fez do Amazonas o Estado com maior número de mortos por milhão de habitantes do Mundo, tomando o lugar da Bélgica.

Tudo isso para satisfazer os interesses dos bancos e outros abutres capitalistas, como os donos escolas particulares que querem retomar a qualquer custo para garantir seus lucros. Que se danem as vidas da população pobre, para eles não valem nada.

Mentem descaradamente dizendo que a situação é segura. Quando já há centenas de casos nas escolas que retornaram, inclusive nas escolas particulares. Há diretores e professores na UTI e até crianças foram infectadas. Em Manaus houve volta às aulas no ano passado e em 10 dias 30% dos professores testados, tinha se contaminado.

Em São Paulo, como em todo o País, o governo criminoso distribui álcool gel vencido para os professores, quer que os alunos retornem em escolas com menos funcionários do que antes da pandemia, com ventiladores quebrados, com banheiros danificados, sem as menores condições para um funcionamento normal, o que dirá em uma pandemia.

Participei, como representante de Educadores em Luta/PCO, de um Seminário Nacional da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação), nesta semana, em que defendemos uma greve nacional, diante da urgência da situação. A maioria da burocracia, que há meses está de “quarentena” e fechou os sindicatos quando os trabalhadores mais precisam, continuam dispostos a não fazer nada, a não ser lives e discursos, que não servem absolutamente de nada. No máximo, querem imitar os políticos burgueses e reacionários e realizar inúteis carreatas.

Mesmo em SP, setores do PSOL (Resistência etc.) e satélites, que há mais de duas décadas estão na diretoria da APEOESP e ainda se apresentam como “oposição”, se colocaram contra a greve. Muitos dos que não querem mobilizar agora, meses atrás não tinham limites quando se tratava de sair às ruas para pedir votos para os seus candidatos. Alguns até se contaminaram por isso…. Quando se trata de defender seus interesses e cargos a burocracia não mede esforços. Mas quando se trata de lutar pelos trabalhadores, a história é outra.

É preciso superar essa politica de derrotas.

Para isso, é preciso organizar a greve a partir da base da categoria. Formar comandos de greve, visitar as escolas, com a devida proteção social e conversar com os professores e funcionários.

É preciso realizar uma greve ativa, com atos regionais, mobilizando, além dos educadores, estudantes, pais, sindicatos dos trabalhadores, entidades de luta dos explorados, pois essa luta é de todo o povo, contra os genocidas que querem intensificar a matança da população.

Em uma live da Secretaria da Educação, Doria disse que não há risco para os estudantes, e que no máximo 0,5% de crianças foram infectadas. O genocida não apresentou todas as contas; isto equivale a mais de 30 mil vidas no Estado de São Paulo. Além disso, um estudo da UFCG, divulgado esta semana, mostrou que um professor com dez alunos na sala de suas, pode desencadear a contaminação de 43 pessoas. Da mesma forma, no ano passado, a Fiocruz divulgou estudo mostrando que o retorno às aulas presenciais, poderia significar o contagio de mais de9 milhões de pessoas.

É hora de enfrentar os genocidas. Os professores de São Paulo, como do Rio, acuradamente decidiram dar uma aula fundamental neste momento. Mais importante do que os conteúdo que podemos aprender na Escola.

É hora de parar todas as Escolas, de marchar à sede do governo assassino e exigir o fechamento das escola e a negociação com a representação dos professores.

É preciso unificar nossa luta com os professores da Capital, de todas as cidades, dos demais Estados.

Mais uma vez, os professores vão dar uma lição de que é na lua que se derrota da direita golpista e genocida.

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