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Não chame o Macron, grite Fora Bolsonaro!
28/06/2019 Reunião Paralela dos Líderes do G20, sobre Economia
28/06/2019 Reunião Paralela dos Líderes do G20, sobre Economia

Na última sexta-feira, 23, o Partido da Causa Operária (PCO) fez uma publicação em suas redes sociais que gerou uma intensa polêmica em todos os lados do espectro político. Trata-se de um repúdio à tentativa dos países imperialistas de organizar uma intervenção na Amazônia brasileira usando como principal pretexto o incêndio que tomou conta da floresta nos últimos dias.

Após a enorme repercussão da publicação, blogues ligados ao PSDB como o Catraca Livre e o Quebrando o Tabu (blogue responsável pelo “debate” entre Marcelo Freixo e Janaína Pascoal) fizeram publicações em defesa da política imperialista, os leitores das publicações tucanas fizeram um comentário no seguinte sentido: “Melhor uma Amazônia invadida, do que pegando fogo”.

A colocação mostra um pensamento profundamente pró-imperialista. Em primeiro lugar pois acreditam que o imperialismo, seja ele norte-americano ou europeu, realmente busca entrar em território latino-americano para preservar alguma coisa. Em segundo lugar pois consideram que o brasileiro é incapaz de cuidar do seu próprio País.

A escolha colocada pelo leitor tucano não é uma escolha real. O povo brasileiro de conjunto não está colocado com a escolha de preservar a Amazônia em mãos estrangeiras, ou vê-la perecer em nossas mãos, a escolha é bem diferente desta.

O imperialismo europeu não está tentando realizar uma ingerência sobre o nosso território para proteger a Amazônia. Se se concretizar, a ingerência internacional sobre a Amazônia serviria para colocar os imensos, e inexplorados, recursos naturais do Brasil a serviço das potências imperialistas. O presidente Emmanuel Macron, da França, que lidera a investida contra o Brasil não está defendendo interesses ecológicos, está defendendo poderosos interesses econômicos. Os direitistas que colocaram a escolha entre Bolsonaro ou Macron, simplesmente querem decidir a nacionalidade do fogo que será ateado à floresta.

Mas o que fazer? Não se pode aceitar a intervenção estrangeira, mas tampouco pode-se aceitar que as coisas continuem no atual curso. Não é possível aturar que os latifundiários, grandes capitalistas, ateiem fogo na Amazônia para poder utilizar as terras ali presentes, e ainda mais, não é possível aceitar que o governo, liderado pelo fascista Jair Bolsonaro, faça vista grossa para essa situação.

O presidente golpista até teve capacidade de dizer que as queimadas não foram obra dos latifundiários e capitalistas, mas sim de ONGs que defendem a Amazônia, as quais ele teria mandado cortar financiamento, uma falsificação grotesca. Com uma declaração como esta fica claro que, além de fazer vista grossa, o governo Bolsonaro também está incentivando a ação criminosa dos grupos que estão realizando as queimadas.

A esquerda pequeno-burguesa não conseguiu responder esta pergunta. Alguns estão em silêncio diante do incêndio criminoso, outros criticam Bolsonaro por permitir, e até incentivar os incêndios, mas ninguém critica a intervenção imperialista. Ainda mais, ninguém tem uma solução para o problema, além de um estéril “não faça isso”.

Existe uma saída para a crise que assola o norte do Brasil, e não está em chamar Emmanuel Macron para “cuidar” da Floresta, está em dizer: a Amazônia é do Brasil, e defendê-la é dever dos brasileiros, e a única maneira de fazer isso é exigindo uma mudança na maneira como está sendo conduzida a situação no Brasil. A única maneira é exigir a saída de Bolsonaro, o governo de destruição nacional.

Então, não chame o Macron, saia às ruas e grite: Fora Bolsonaro!

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