Crime da Vale faz 2 anos
Capitalistas da Vale usam a força do poder econômico para não pagar as indenizações estabelecidas e manipular o processo para decidir o que quer pgar.
Protesto - MAB - Brumadinho
Atingidos pelo crime da vale protestam contra desmandos da Vale. | Foto por: reprodução.
Protesto - MAB - Brumadinho
Atingidos pelo crime da vale protestam contra desmandos da Vale. | Foto por: reprodução.

No dia em que o acidente causado pela Vale, o rompimento da barragem do Córrego do Feijão em Brumadinho, matou 272 pessoas, membros do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e representantes legais dos moradores atingidos denunciam a manipulação do processo e a recusa da empresa em pagar a indenização estipulada definida pelo Estado, através de processo do Ministério Público.

O MP de Minas definiu que a indenização devida deveria ser 54 bilhões de reais, sendo 28 bilhões destinados a cobrir danos morais sociais e coletivos e 26 bilhões de perdas econômicas do Estado, estabelecendo o próximo dia 29 como limite para pagamento apresentação de uma última contraproposta da Vale.

Porém, a denúncia dos atingidos mostram uma série de manobras judiciais da empresa, levando o caso da 1ª instância para a 2ª instância na Vara de Fazenda Pública de Belo, visando afastar a participação das pessoas atingidas e de técnicos que vêm auxiliando nas avalições que integram o processo. As manipulações e o jogo de influência feito pela gigante mineradora visa direcionar as avaliações de impactos a empresas que são suas parceiras e até clientes, deixando nas suas próprias “mãos” definir o quais os impactos do acidente e o que irá reparar ou não.

Veja a entrevista completa com o coordenador regional do MAB, José Geraldo Martins, no site do Brasil de Fato (aqui).

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