Questão indígena
Após cinco anos do rompimento da barragem em Mariana (MG) afetados se encontram desamparados e com dificuldades de acessar seus direitos devido a burocracia
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
376198
Barragem rompida promovendo devastação ambiental | Foto: reprodução

Após cinco anos do acidente criminoso que ocasionou o rompimento da Barragem de Fundão em Mariana (MG), indígenas ainda se encontram desamparados. Como se sabe, a empresa responsável por esse acidente criminoso é a Vale, juntamente com a Samarco. 

 A lama do rompimento da barragem chegou a atingir mais de um estado brasileiro, desabrigando muitas famílias e promovendo uma enorme devastação ambiental. E, um dos rios atingidos se chama Rio Doce que percorre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. 

A população indígena que foi afetada pelo rompimento permanece, até os dias de hoje, desamparada. Além de terem sua moradia afetada e o local que supre suas necessidade econômicas contaminado, os indígenas se encontram sem receber, devidamente, a indenização. 

Tem sido ridículo o tipo de assistência que a empresa responsável pela barragem vem oferecendo aos afetados. Segundo a defensora pela caso, os indígenas vem recebendo apenas medidas emergenciais, auxílio financeiro e água. Ainda assim, muitas famílias não foram incluídas para receber o auxílio financeiro e é esse um dos motivos pelos quais a população da Terra Indígena de Comboios protestam. 

Diante disso, indígenas protestam na rodovia-10 ES nesta terça-feira (3). Trazem como pauta a inclusão de mais de 29 famílias no auxílio financeiro, bem como o pagamento do  lucro-cessante, já que tiveram suas atividades totalmente prejudicadas a partir do rompimento criminoso da barragem e com a contaminação da natureza/rio. No entanto, a ONG responsável por gerir tais questões chamada de Renova, não aceita a proposta, ou seja, não aceita incluir todas as famílias que foram afetadas pelo crime.

Recentemente, os indígenas também iniciaram paralisação da ferrovia da Vale que passa pelas aldeias de Comboios e Córrego de Ouro. Denunciando, mais uma vez, que se encontram totalmente desamparados.

 É importante destacar o caráter da fundação Renova, criada para gerenciar os recursos de compensação do desastre. Essa organização tem como objetivo impedir a concretização das demandas trazidas pelos indígenas e burocratizar todos os processos possíveis para impedir o acesso aos direitos dos indígenas nessa situação. Tal fundação, chegou a se manifestar, afirmando que iria incluir apenas 10 famílias no auxílio. Em outra ocasião, a fundação chegou a burocratizar o acesso dos indígenas ao benefício através de solicitação de comprovantes de residência. A partir disso, mostra que se trata de uma organização criada para atender os interesses dos criminosos responsáveis pelo desastre e para desrespeitar a autonomia das comunidades.

A atitude dos indígenas em paralisar a ferrovia, bem como ocupar a rodovia-10 ES é totalmente positiva. É preciso mobilizar para que seja efetivado o pagamento de todas as indenizações de todos os afetados pelo rompimento da barragem. Sem nenhuma exceção! Todos os afetados devem ser indenizados e, mais que isso, os recursos devem ser gerenciados pelos próprios atingidos sem nenhum tipo de interferência da Vale/Samarco através de ONGs.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas