Vale do Rio Doce
Operário vítima de acidente de trabalho recebe míseros R$ 100 mil da empresa
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
MG - BRUMADINHO/BARRAGEM - CIDADES - Reuni¿o de pessoas que foram afetadas pelo rompimento da barragem da mineradora Vale   em Brumadinho (MG) com o promotor de JustiÁa AndrÈ Sperling para debater o assunto,   nesta quinta-feira, 25, dia em que a tragÈdia completa trÍs meses. Representantes do   MinistÈrio P¿blico Federal e da Defensoria da Uni¿o tambÈm participam do encontro. Um   acordo fechado entre a Vale e a Defensoria P¿blica do Estado de Minas para vÌtimas da   barragem da mineradora em Brumadinho rachou a forÁa-tarefa que investiga a tragÈdia. A   tratativa È avaliada pela promotoria e pela Defensoria P¿blica da Uni¿o como prejudicial   aos atingidos, enquanto a Defensoria P¿blica do Estado afirma que
Afetados pelo desastre de Brumadinho protestando contra a assassina Vale do Rio Doce. | Foto: Ramon Bittencourt/O Tempo/Estadão Conteúdo

A Vale do Rio Doce, uma das maiores empresas de mineração do mundo, é um dos maiores exemplos de como os capitalistas possuem escrúpulo ou moral alguma. Depois de destruir duas cidades, Mariana e Brumadinho, deixarem milhares de famílias sem sustento, ceifarem a vida de centenas de pessoas e causarem impacto ambiental incalculável, a empresa, agora, foi condenada a indenizar um operário por acidente de trabalho.

O trabalhador sofreu o acidente, em 2011, ao cair em um declive onde estava uma correia transportadora, que por não possuir a devida proteção, acabou por levar o mesmo a ter seu braço amputado. Após isto, esteve afastado até janeiro de 2014 e foi demitido, sem justa causa, em 2018.

Após a demissão, o operário entrou com ação na justiça requerendo indenização pelo dano sofrido devido às condições precárias de trabalho ao qual esteve submetido. Além do dano físico, a perícia médica atestou que ele também sofreu danos psicológicos. Também atestou-se “incapacidade laborativa parcial e permanente calculada” de 70%. Isto significa que este trabalhador dificilmente poderá ser encaixado novamente no mercado de trabalho, não apenas pela sua condição física, mas pelo quadro de transtorno depressivo ao qual adquiriu após o acidente.

A mineradora, privatizada durante a onda neoliberal do governo Fernando Henrique Cardoso, transformou-se em uma grande máquina de moer trabalhadores. Todavia, ela não é única, pois o hábito é comum na maioria das empresas capitalistas.

A indenização de cerca de R$ 100 mil é mínima perto do dano permanente ao qual o trabalhador está submetido. Dado o quadro de destruição dos serviços públicos de saúde, implementado pelo governo golpista, é de se esperar que o operário gastará boa parte desta indenização com remédios e tratamentos. Além disto, é necessário frisar que ele foi demitido em 2018 e que este dinheiro pode apenas servir para sanar possíveis dívidas contraídas neste período. Fica claro que a situação saiu barato, mais uma vez, para a Vale do Rio Doce.

A empresa, que causou dois dos maiores crimes ambientais de toda história da humanidade, pagou trocados como indenizações às famílias que perderam suas casas ou a vida de parentes. Enquanto isto, manteve lucros exorbitantes.

Esta situação mostra que o capitalismo é um sistema podre e que deve ser destruído. Os capitalistas nada mais são que açougueiros de operários, explorando tudo que é possível dos trabalhadores até que estes caiam mortos ou doentes, para assim serem descartados e “trocados” por outros.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas