Risco iminente
Após estudo na região da Grande BH apontar uma nova área que pode ser atingida por rompimento de barragem, Vale prossegue a vida como se nada tivesse acontecendo
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Brumadinho após a barragem ser rompida | Foto: Mauro Pimentel

Mais uma vez a Vale prossegue com a sua representatividade de risco iminente para a população, mas nenhuma punição lhe é imputada.

Estudos da própria companhia apontam uma nova área que seria atingida em caso de ruptura das barragens B5, Taquaras, B3/B4, B6, B7 e Capão da Serra (Minas Mar Azul, Mutuca e Tamanduá). Após o estudo, cinco famílias foram retiradas de casa no último sábado (25). De acordo com a Vale, a ação foi preventiva e não houve elevação do risco de ruptura da estrutura. Só não foi informado onde estão essas famílias e se a Vale arcará com todas as suas despesas.

A companhia deve colocar nova sinalização em Macacos, na Grande BH, após o aumento da mancha de inundação de barragens, medida que está prevista em acordo assinado com o Ministério Público no dia 20 de julho, que foi motivado após o estudo. Pelo acordo, a Vale deverá implantar todas as placas informativas de rotas de fuga, pontos de encontro e sinalização de campo em português, inglês e espanhol. As mesmas informações devem constar em cartilhas que serão distribuídas entre hotéis e comércios da região. Sinalização de rotas de fuga, “vai resolver muita coisa”, caso uma barragem seja rompida, principalmente nas perdas que os moradores das regiões sofrem.

A Barragem B3/B4 tem aproximadamente 3 milhões de m³ de rejeito. A estrutura é a montante e vale lembrar, que estamos falando do mesmo modelo das de Brumadinho e de Mariana – cidades soterradas na lama, com centenas de mortos devido a incompetência e ganância dos dirigentes dessa instituição.

Em plena pandemia mundial, a maior crise sanitária do século, a Vale acha que colocar sinalização de rotas de fugas e “cartilhas informativas”, é o suficiente para prevenir uma desgraça. Mas o pior de tudo, é o MP fazer acordo com essa companhia, cujo os dirigentes são verdadeiros criminosos e, não tomar nenhuma atitude contra mais esse risco iminente que a empresa representa para a população da região de Macacos.
Toda a diretoria da Vale tinha que estar na cadeia há muito tempo, mas para o MP, instruções de rotas de fuga está muito bom, tudo bem.

Isso tudo é uma das consequências de toda a privataria que impregna este país e a Vale só é mais um péssimo exemplo para a sociedade, de como é que as coisas realmente funcionam com as privatizações. Acionistas multimilionários que vivem de extração das riquezas que pertencem ao povo, sendo os únicos a usufruir dos lucros que não lhes pertencem.

Essa concessão precisa ser rasgada e esquecida pelo governo, para que a empresa volte a ser estatizada. Mas com essa burguesia parasita que insiste em escravizar o povo em pleno século XXI, as providências que precisam ser tomadas nunca serão adotadas.

É preciso que toda a população se una para a derrubada desse desgoverno fascista e entreguista, para que a classe trabalhadora possa enfim, ser a detentora dos meios de produção.

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