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Da redação – A Escola de Samba Vai-Vai, maior vitoriosa do carnaval de São Paulo, trouxe em seu samba enredo deste ano de 2019, a luta do povo negro e o que chamou de “quilombo do futuro”. A tradicional escola tenta seu 16º título, desfilando com 3 mil componentes e demonstrando como conseguiu tal história vitoriosa: com a luta do povo negro organizado. 

Dos blocos mais surpreendentes, o que retratou a vereadora Marielle Franco, do PSOL, assassinada pelo Estado golpista, foi uma bela homenagem. Em forma de mosaico, a ala “Eu tenho um sonho”, expressou uma foto com os dizeres “Marielle pres

ente”. Luyara Santos e Anielle Franco, filha e irmã de Marielle, também desfilaram junto ao emocionante bloco que protestou contra o genocídio do povo negro pelo Estado Burguês.

A tradicional bateria se fantasiou de Pantera Negra, o herói negro da Marvel; já o carro abre-alas continha seis sarcófagos com faraós e sua coreografia impressionante; a comissão de frente recriou personagens bíblicos interpretados por negros, uma crítica ao posicionamento histórica da Igreja de colocar os apóstolos, e o próprio Jesus, como brancos, de olhos claro, sendo que todos eram de uma região onde a realidade ética não era essa.

Erika Januza vestiu uma fantasiada de Inaê, Rainha do Mar, em frente ao carro alegórico que representava um navio negreiro e puxando as alas seguinte

s representando a revolução no Haiti e o regime do Apartheid, que promoveu a segregação racial na África do Sul.

Para finalizar, também tivemos os pontos mais altos do desfile com o movimento americano dos Panteras Negras, homenageado no terceiro carro, relembrando a luta contra o preconceito racial nos Estados Unidos.

É preciso uma grande divulgação dos movimentos que lutam contra todo tipo de opressão dentro da luta de classes, pois, ainda hoje, o povo negro sofre muito esmagado pelo capitalismo. No Brasil os negros são os mais mortos pela PM todos os dias, chegando ao número de 225 mil assassinatos em 10 anos.

O governo ilegítimo de Bolsonaro, expressou diversas vezes seu ódio aos negros, em declarações do próprio presidente golpista em referência aos quilombolas e de seu vice, o general Mourão. O povo precisa se organizar para derrotar o golpe e transformar essa tendência ainda desorganizada de luta, em um foco nacional de mobilização bem centralizado contra op golpe, pela liberdade de Lula e contra o imperialismo.

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