Saúde
A pequena ilha do Caribe tem sido capaz de defender a maior parte de suas premissas nas ciências médicas: a prevenção
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O sistema de saúde cubano beneficia toda a população | Foto: Walfrido Lopez Rodriguez

Cuba tem se caracterizado, no campo da saúde, por um amplo desenvolvimento da medicina preventiva. Antes de 1959, a vacina contra formas graves de tuberculose era a única vacina aplicada no país com certa sistematicidade, e não cobria mais de 5% da população a nível nacional. Após o triunfo da Revolução, a vacinação, liderada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), passou a ser prioridade. A campanha de imunização contra a poliomielite, em 1962, marcou o início de uma mudança radical no quadro de morbidade e mortalidade do país. Em apenas quatro meses após o início da vacinação, se alcançou a eliminação desta doença ancestral, o que converteu Cuba no primeiro país da região a erradicá-la.

Ademais, em setembro deste mesmo ano, se deu início à campanha contra a difteria, coqueluche e tétano com a tripla vacina dtp. Em 1979, a difteria já havia sido eliminada e, em 1994, a coqueluche (também conhecida como tosse convulsa). O tétano tem taxas inferiores a 0,1 por 100.000 habitantes, e o tétano neonatal foi eliminado desde 1972, apenas uma década após o início da vacinação.

Outra das doenças eliminadas em Cuba é o sarampo, cujo último caso foi registrado em julho de 1993. Da mesma forma, foi o primeiro país a eliminar a rubéola e a síndrome da rubéola congênita (SRC), com uma estratégia conjunta, centrada nas mulheres adultas e nas crianças que receberam uma vacina contra o vírus da rubéola. O último caso de SRC foi notificado em 1989, e desde 1995 não há relatos de rubéola.

Também é importante pontuar que a implementação da vacina prs (contra caxumba, rubéola e sarampo) levou ao desaparecimento da meningoencefalite pós-caxumba desde 1989, a qual é uma das complicações mais graves da caxumba infecciosa.

A pequena ilha do Caribe tem sido capaz de defender a maior parte de suas premissas nas ciências médicas: a prevenção, e tem encorajado, com a sua experiência, outros países da região a fazê-la. Por exemplo, para proteção contra hepatite B, a OMS estabeleceu as seguintes metas: 1) Vacinação universal nos programas nacionais de imunização, em 1997; 2) Imunização de todos os recém-nascidos nas primeiras 24 horas, em 2009; 3) Pelo menos, 50% de cobertura para a terceira dose da vacina, em 2020 e 4) Eliminação da transmissão mãe-filho, em 2030, com cobertura de 80% da vacinação no nascimento. Em Cuba, a imunização universal de crianças menores de um ano foi introduzida dois anos antes do previsto nas recomendações da OMS para países da região com baixa prevalência de infecção utilizando uma vacina cubana de subunidade obtida pela tecnologia de DNA recombinante (HEBERBIOVAC HB®). A vacinação universal 24 horas após o nascimento foi concluída 19 anos antes da meta fixada. No controle da transmissão mãe-filho, o antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg) é pesquisado em mulheres grávidas, e os filhos de mães positivas recebem quatro doses da vacina. 

Atualmente, o PIN administra 12 vacinas, com uma média de 4,8 milhões de doses anuais de imunógneos únicos ou combinados, protege contra 13 doenças, e todos os anos excede 98% de cobertura a nível nacional. Entre estas vacinas destaca-se a pentavalente, da qual todos os cinco componentes são produzidos no país. Desde 2004 – com exceção da tripla vacina viral (PRS), a BCG (contra as formas graves de tuberculose) e a vacina antipoliomielite oral e injetável, que são importadas – um total de oito vacinas são fabricadas em Cuba, o que constitui o resultado do desenvolvimento científico e técnico alcançado na ilha.

As vacinas são seguras e não se limitam somente à população infantil, mas são também administradas a grupos de risco para prevení-los da gripe sazonal, a leptospirose, a febre tifóide, a hepatite b, o tétano e febre amarela. A organização e funcionamento do PIN, através da vacinação sistemática e sustentada ao longo do tempo, tem tido um impacto decisivo nos indicadores de saúde da população cubana, evidenciado pela eliminação de seis doenças imunopreveníveis: poliomielite (1962), difteria (1979), sarampo (1993), rubéola (1995), caxumba (1995) e coqueluche (1997), e de quatro complicações ou formas graves: a meningite tuberculosa (1962), o tétano neonatal (1972), a meningite pós-caxumba (1989) e síndrome da rubéola congénita (1989).

Igualmente, são mantidas controladas com taxas inferiores a 0,1 por 10 000 habitantes, por isso não constituem um problema de saúde: a meningite pelo haemophilus influenza tipo b, a hepatite b, a meningite meningocócica e o tétano, entre outras doenças. Uma aposta de início na medicina preventiva, cuja concepção totalmente gratuita, com acesso universal, integrada no primeiro nível de cuidados, e com participação activa da comunidade, permitiu à Maior das Antilhas alcançar hoje  coberturas superiores a 98% de vacinação em todo o território nacional, com um elevado nível imunizado da população.

Suplemento do Consulado Geral em relação à proximidade do dia 26 de julho:

Estas conquistas na importante área de vacinação são um dos resultados do movimento cubano de independência e justiça, que começou com o assalto ao Quartel Moncada em 26 de julho de 1953, data que os cubanos comemoram com orgulho e compromisso ano após ano. 

O sistema nacional de vacinação constitui parte do sofisticado sistema de saúde cubano, uma das conquistas fundamentais do socialismo em Cuba, que hoje continua perfeccionando-se na atenção primária e especializada com mais de 95.000 médicos, 84.000 enfermeiros e milhares de técnicos de saúde. A isto se soma o acentuado desenvolvimento da produção de medicamentos, uma conseqüência especial da criação de um setor de biotecnologia de ponta, que hoje é sensivelmente afetado pelo recrudescimento do bloqueio, que impede o país de ter acesso a insumos gerais e a determinados medicamentos e equipamentos necessários em meio ao enfrentamento da pandemia.

Agora, apesar das dificuldades materiais de todos os tipos, ao dispor por décadas de um sistema integrado de saúde universal, público e gratuito, que funciona harmonicamente com seus experientes trabalhadores da saúde, Cuba mantém contínua cooperação com o mundo. Já somam 35 países que receberam a cooperação de 37 Brigadas Médicas Henry Reeve (além das 29.000 que já estavam em 65 países) sob o princípio da solidariedade e de que a saúde é um direito humano primordial e não pode ser subordinada a qualquer interesse privado, nem comercial, tal e como promovido o neoliberalismo.

Para Cuba, não há prêmio maior do que a gratidão dos povos do mundo pelo que eles continuaram a cultivar através do sacrifício e do profissionalismo. Como Fidel ensinou: “A questão não é que cada país de nossa área trate de salvar a si mesmo, porque é um sonho impossível… Precisamos criar juntos um gigante, a fim de realmente nos desenvolvermos e desfrutarmos de paz, independência e segurança”.

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