JCO 1145
O jornal causa Operária desta semana, a edição 1145, já está disponível venha ler o jornal mais tradicional da esquerda brasileira. Compre Causa Operária!
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Capa da edição atual do Jornal Causa Operária | Foto: PCO
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Capa da edição atual do Jornal Causa Operária | Foto: PCO

O jornal Causa Operária é um jornal produzido a partir da seleção de textos produzidos pelo militantes do Partido da Causa Operária e é financiado inteiramente por seus assinantes, ou seja, é um jornal independente e revolucionário. Desde 1979, o jornal é hoje o mais antigo jornal da esquerda em circulação. O jornal Causa Operária desta semana, a edição 1145, já está disponível venha ler o jornal mais tradicional da esquerda brasileira. Compre Causa Operária!

Veja o resumo das principais matérias:

Fora Bolsonaro, Doria e todos os golpistas

A matéria esclarece a disputa politica entre Doria e Bolsonaro pela vacinação. Com a briga política em torno da vacina, dois polos se destacaram na tentativa de lucrar politicamente com a situação de escassez de recursos e descontrole sanitário: a direita bolsonarista e a direita golpista. Enquanto Bolsonaro usava de diplomacia para negociar doses de vacinas com a India, o “científico” Doria iniciava sua marcha eleitoral para 2022 com a campanha de que salvaria o país em uma vacinação, hoje, claramente inexistente.

A esquerda confusa politicamente aderiu, ao seu modo, às campanhas em prol do golpista João Doria e fazem coro com a direita e com a burguesia para entregar o controle da vacinação para os golpistas e promover um ganho de capital político para uma futura concretização do golpe de estado. Não é possível uma saída pior para os explorados e oprimidos, portanto, é preciso se mobilizar nas ruas pelas principais reivindicações da população em uma posição independente, sem estar a reboque, seja de Bolsonaro, seja de Doria e demais golpistas.

Vacinação fracassa sem nem começar

A matéria tem como objetivo demonstrar que a vacinação do país, núcleo da campanha golpista de João Doria, não é uma realidade mas uma peça de propaganda. A vacina produzida pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinovac teve sua aprovação pela Anvisa e, logo após, se tornou o centro de uma campanha na imprensa capitalista em prol de João Doria, “o salvador”. Porém, é preciso relembrar que este mesmo “salvador” não evitou as ao menos 50 mil mortos ocorridas em poucos meses pelo coronavírus no estado de São Paulo, ao qual é governador.

Até agora, a vacinação tem sido feita a conta gotas, mesmo após cinco dias de suposta vacinação. Sem garantias de que a vacinação será executada para as amplas massas, nem que acontecerá de fato pois, a campanha de vacinação que está em sua primeira fase já se encontra sem vacinas suficientes. Enquanto isto, a vacina não é disponibilizada para dezenas de milhões de cidadãos do estado de São Paulo, que tem o maior número de mortes de um estado do país e a vacinação continua lentamente em comparação com a escalada de casos e mortes do vírus.

Fora Bolsonaro com João Doria e Huck?

A matéria pretende esclarecer de que forma a oposição se mantém controlada em meio à polarização política. É importante destacar dois aspectos, a manipulação e a repressão dos imprensa golpista e demais monopólios e as campanhas impulsionadas para que a opinião pública seja favorável ao principal candidato golpista para 2022, João Doria.

No Brasil, a campanha se assemelha aos acontecimentos ocorridos nos Estados Unidos, com Doria sendo a principal personagem do plano golpista de concretização do golpe de estado. Para destacar, Doria foi principal opositor de Bolsonaro, ao menos na imprensa golpista, e foi o beneficiário político de diversos eventos artificiais, como panelaços contra Bolsonaro, criados pelos monopólios de imprensa, assim como foi com os monopólios na campanha de Biden contra Trump.

Mobilizar contra a volta às aulas

O artigo da AJR – Aliança da Juventude Revolucionária – pretende demonstrar a tendência a mobilização e o descontentamento da juventude ante os ataques da direita, convocando a mobilização. O ponto principal é o fracasso do ENEM, que contou com inúmeras salas abarrotadas, com alunos sendo impedidos ou se recusando a participar e com mais de metade dos inscritos ausentes. Entre os estudantes de forma geral, os ataques, como foi o ENEM e outros, são geradores de revolta e conflito com os governos, especialmente entre os estudantes mais pobres que tem seus direito ao ingresso no ensino superior negado pelo vestibular.

O exame foi, porém, o primeiro de uma série de ataques contra a juventude que terá que forçosamente retomar às aulas presenciais, segundo a direita e a burguesia. Portanto, é preciso transformar toda insatisfação em uma mobilização combativa contra a volta às aulas, contra a exposição da juventude ao vírus, por uma mobilização nacional pelo fim do vestibular e em defesa do livre ingresso na universidade, sem restrições.

O democrata Biden tomou posse sob estado de sítio

A matéria esclarece os eventos que aconteceram durante e depois da posse de Biden e pretende explicar o golpe de Biden e a questão Trump . Para “guardar” Washington D.C, Biden preparou 25 mil soldados, mais tropas do que as americanas no Oriente Médio, somente para “garantir a segurança”. Agora empossado, Biden, o representante repressivo do imperialismo se devota à aprovação de uma lei antiterrorismo que institui o terrorismo dito “doméstico”, ou seja, interno.

Acompanhando a tese de que a invasão ao capitólio foi um golpe fascista no país, a esquerda mais uma vez acompanha a política imperialista fornecendo apoio para aprovação desta lei no congresso americano. Sem se dar conta, é claro, de que está rumando um caminho contra os seus próprios interesses. Ou seja, de que futuramente, a extrema direita, hoje mais reprimida, será muito menos reprimida de fato do que a esquerda, que hoje aprova esta medida juntamente com a direita “democrática”.

Em grande medida, a confusão da esquerda se baseia em não saber explicar politicamente o fenômeno Trump, e portanto, não podendo chegar à conclusão da divisão interna dos setores da burguesia americana. Isto também demonstra uma grande fragilidade e falta de perspectiva política diante da situação pois, não há condições de explorar esta debilidade gerada pela crise econômica e política.

Uma esquerda moralista

Na coluna de Eduardo Vasco, o tema é a questão moral que permeia a política da esquerda pequeno burguesa. O texto traça as características da pequena burguesia enquanto classe dependente das classes sociais fundamentais e situa a situação entre a esquerda pequeno burguesa que apoia Boulos em oposição ao PT.

Boulos é propagandeado pela imprensa golpista como “à esquerda do PT”, enquanto isto o coloca em uma posição de oposição ao PT, o grande partido de esquerda que concentra uma ampla base. Neste sentido, Boulos não passa de uma ferramenta nas mãos da burguesia permitindo os ataques contra o partido dos trabalhadores e contra o povo enquanto parte da esquerda pequeno burguesa apoia os ataques por uma suposta questão moral.

Quem desdenha quer comprar

A coluna de Victor Assis trata da relação entre Boulos e a Folha de S. Paulo, parte do monopólio da imprensa golpista brasileira. A Folha de São Paulo, importante veículo de imprensa golpista, teve Boulos como seu colunista em um ponto crucial de preparação da burguesia para o golpe de estado de 2016 contra a Ex-Presidente Dilma Roussef.

Após o golpe, em 2017, Boulos é demitido e desfere uma frase de desdém com relação à Folha, sua única crítica contra a imprensa golpista até hoje. Apesar do fato, a mesma Folha foi seu principal meio de propaganda política durante as eleições municipais de 2020. Hoje, depois das eleições, Boulos é novamente colunista da Folha de São Paulo demonstrando sua vontade inegável de ser um cavalo de Tróia dentro da esquerda na atual situação política.

Teoria

Em razão do acontecimento da quadragésima sexta Universidade de Férias do Partido da Causa Operária, vários trechos do livro A Revolução Traída de Leon Trótski estão sendo publicados, leia a matéria para conferir o trecho que abordará “as causas da derrota da Oposição e suas perspectivas”.

Para obter estes e muitos outros conteúdos, basta assinar o Jornal Causa Operária e adquirir a nossa edição de número 1145 entrando em contato com a Secretaria de Organização do PCO pelo contato (11)99741-0436.

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