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Solenidade de posse do presidente da República Jair Bolsonaro e do vice-presidente, general Hamilton Mourão.

Participam:
ex-senador José Sarney;
presidente da República, Jair Bolsonaro;
senador Fernando Collor (PTC-AL);
presidente do Senado, senador Eunício Oliveira (MDB-CE);
vice-presidente da República. general Hamilton Mourão.
 
Foto: Marcos Brandão/Agência Senado
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Duas das mais sinistras e pavorosas figuras do regime militar; dos anos de chumbo da ditadura (josé Sarney e Brilhante Ustra), o regime que  mergulhou o país na escuridão por longos 21 anos, trabalharam juntas para evitar que viesse à tona os crimes perpetrados pelos generais assassinos, incluindo prisões, torturas, sequestros,, estupros e outras formas de violência contra os que eram chancelados como “inimigos” do regime.

A saída de cena dos militares, com o despedaçamento da ditadura provocada pela ascensão do movimento operário no final da década de setenta (as greves metalúrgicas do ABC paulista), operou-se no país uma “transição” completamente fraudulenta e totalmente controlada pela caserna, onde os militares não só monitoraram a “transição”, como ditaram o ritmo da chamada ‘abertura democrática”, conduzida pelos civis mas sob a batuta e a supervisão direta das Forças Armadas golpistas.

O fim do ciclo militar, no ano de 1984, fez emergir no país diversos movimentos de familiares de mortos e desaparecidos, exigindo o esclarecimento dos casos e a punição dos responsáveis pelas inúmeras violações perpetradas pelos agentes do Estado (leia-se militares) contra os que enfrentaram a ditadura através da luta armada, o que levou preocupação aos quartéis, com as FFAA alertando e ameaçando os partidos com representação no congresso para que não permitissem que essas investigações fossem adiante.

Durante uma entrevista concedida a uma cientista política, em 2007, o vice de Tancredo Neves, o homem de confiança dos militares; à época presidente do partido da ditadura o PDS, José Sarney, declarou: “Sabia que deveria fazer a transição com os militares e não contra eles. Se fizesse ‘compromissos’ mais enfáticos quanto ao tema das vítimas do regime, poderia comprometer todo o processo”. “Para ilustrar esse sentimento, é bom não esquecer que ele (Tancredo Neves) temia até mesmo a convocação da Constituinte e a legalização dos partidos clandestinos. Não estava nos planos dele” (sítio BOL, 25/08). 

As palavras do oligarca reacionário não deixam dúvidas sobre a tutela que os militares exerceram àquela época e ainda exercem hoje sobre o regime político nacional, que nada mais é do que uma tênue camada de tinta com aparência democrática, que mal consegue encobrir o caráter ditatorial e antidemocrático das atuais instituições, totalmente submetidas às chantagens e ameaças vinda das baionetas dos generais golpistas.

Exaltador da ditadura e elogiador de torturador, a quem chama de “herói nacional”, quando se refere ao torturador sinistro da ditadura, o coronel Brilhante Ustra, o presidente fraudulento Jair Bolsonaro atua como uma espécie de porta voz dos generais assassinos e dos torturadores, atacando as vitimas da ditadura; os familiares dos mortos e desaparecidos durante a repressão, dizendo ainda que “mais mortes deveriam ter ocorrido”. Bolsonaro é a prova viva de que os militares nunca se afastaram da vida política nacional, onde atuam chantageando o povo brasileiro com ameaças de golpes e ditadura.

 

 

 

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