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USP e UFBA também terão disciplina sobre o golpe de 2016

A maior universidade do País, Universidade de São Paulo (USP), também disponibilizará disciplina sobre o golpe de Estado no Brasil, iniciado a partir do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Dessa maneira, em resposta à censura que a disciplina sofreu na Universidade de Brasília (UnB), diversas universidades federais e estaduais disponibilizarão a matéria na grade de ciências polícias, como por exemplo a Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal da Bahia (UFBA), entre outras.

A disciplina sobre o golpe foi idealizada pelo professor Luís Felipe Miguel, do departamento de História da UnB; no entanto, foi logo perseguida, assim como também o professor, por estar supostamente promovendo “ataque às instituições brasileiras”, conforme afirmou o ministro da Educação, Mendonça Filho. Além disso, o ministro golpista disse que pediria investigação por, segundo ele, “improbidade administrativa”.

Na UFBA, a disciplina conta com apoio de 22 professores dos Departamentos de História, Sociologia, Economia, Psicologia, Educação, Estudos de gênero, Ciência Política e Direito. E será dividida nos tópicos:

  1. Golpe de Estado, corporativismo e o legado autoritário da Era Vargas;
  2. Golpes e contragolpes no breve período democrático (1945-1964);
  3. O golpe civil-militar de 1964;
  4. O golpe de 2016: autoritarismo, perda de direitos e reação conservadora.