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Desde o início do golpe de Estado no Brasil, um grande setor da esquerda acreditava que golpe é só quando os militares estiverem nas ruas e no comando do Poder Executivo. Aos poucos, por “aproximações sucessivas”, como disse um militar, estamos chegando nesta situação. Porém, os militares podem muito bem comandar o país por outros meios.

No Uruguai, por exemplo, nunca teve militares na presidência, os uruguaios tiveram apenas presidentes civis, mas viveu uma ditadura, de 1973 a 1985.

Diante da guerrilha dos Tupamaros, o presidente, Juan María Bordaberry, chamou os militares (a mando do imperialismo), e daí em diante os militares passaram a dar as cartas, e chegou um determinado momento em que teve eleições, mas o eleito era uma fachada dos próprios militares.

Era um pacto: o governo é eleito, mas quem manda são os militares, e isso é perfeitamente possível isso no Brasil, mas não é o único desenvolvimento possível. Não é possível pensar que a ditadura é uma obra de engenharia, ela é implantada através de sucessivas lutas políticas. Pode ser aberta, disfarçada, etc. Tudo que acontece no Brasil aponta que o país deve chegar a alguma dessas variantes.

Quem elaborou a intervenção militar foram os próprios militares. Se os militares não quiserem se envolver, eles não se envolvem. Temer, logo que assumiu, criou o Gabinete de Segurança Institucional, o antigo SNI, e esse fato mostra que no momento em que Dilma saiu e Temer entrou, os militares assumiram um papel de destaque. Isso deve conduzir a uma situação de regime ditatorial.

Agora, o que tem é uma ditadura que vai se infiltrando, que vai se estabelecendo, como se vê no caso da intervenção militar no Rio de Janeiro. E diante desse problema é que se torna urgente uma ampla campanha contra a intervenção militar no Rio e em qualquer outro estado. Lugar de militar, na melhor das hipóteses, é no quartel.

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