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Lacalle Pou
Eleição no Uruguai aponta vitória de candidato puro-sangue da direita
Os votos nulos e brancos tornaram-se, nestas eleições de 2019, um fator importante, o que demonstra uma insatisfação generalizada contra o regime burguês uruguaio.
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Lacalle Pou
Eleição no Uruguai aponta vitória de candidato puro-sangue da direita
Os votos nulos e brancos tornaram-se, nestas eleições de 2019, um fator importante, o que demonstra uma insatisfação generalizada contra o regime burguês uruguaio.
Candidato da direita, Lacalle Pou
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Candidato da direita, Lacalle Pou

Neste domingo, 23 de novembro, ocorrerá o segundo turno das eleições uruguaias, em que disputam Daniel Martínez, da Frente Ampla (partido de Mujica e de Tabaré Vázquez), e Lacalle Pou, do Partido Nacional, candidato preferencial do imperialismo. 

Martínez se diz continuador da política social de seus dois antecessores, que, dentre os partidos de esquerda da América Latina, foi provavelmente a mais direitista e conciliadora; enquanto que Lacalle Pou é um candidato puro-sangue da direita, visto que é descendente de uma família tradicional da burguesia uruguaia.

Segundo as pesquisas, a Frente Ampla de Martínez e Mujica pode perder o governo, após 15 anos no poder. O candidato do Partido Nacional é apontado com 47% das intenções de voto, enquanto que o candidato da esquerda tem apenas 42%. Era de se esperar; a oposição, no primeiro turno somou 54% dos votos.

A burguesia está insegura sobre se Lacalle Pou irá ganhar ou não, mas fato é que mesmo com a insegurança, festejam sua possível vitória. Pou irá realizar a mesma política capacho de devastação do país e dos direitos democráticos realizada por Macri, Piñera e Bolsonaro. É a política que está causando convulsões em toda a América Latina.

Mas mesmo assim, pode se reproduzir o que ocorreu na Argentina, em que o candidato da esquerda, Alberto Fernandez, um homem de confiança do capital financeiro, ganhou, pois a política da direita estava muito queimada por conta da devastação produzida por Mauricio Macri. Esta possibilidade é menos provável, pois no Uruguai a direita não se encontra no poder e portanto ainda não levou a uma crise tamanha que a torne inelegível.

Com o golpe na Bolívia, ainda mais, o imperialismo demonstrou que não está disposto a abrir mão dos seus interesses com acordos, o que torna a vitória da direita tradicional ainda mais provável. Além disso, as pesquisas mostram que o Congresso terá maioria com partidos opositores à política da Frente Ampla, já que todos eles – tanto os tradicionais Colorados como a extrema-direita (Cabildo Aberto) – unificaram-se contra a esquerda.

Outro fato que é interessante é a desagregação do regime político. Os votos nulos e brancos tornaram-se, nestas eleições de 2019, um fator importante, o que demonstra uma insatisfação generalizada contra o regime burguês uruguaio.