Ditadura colombiana
A prisão domiciliar e a renuncia Álvaro Uribe Vélez do Senado colombiano, não muda muita coisa, a ditadura na Colômbia continua com Iván Duque
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Álvaro Uribe Vélez e Iván Duque | Foto: AFP

Nesta terça-feira (18) o ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe Vélez, renunciou por meio de carta dirigida ao Parlamento o seu cargo de Senador da Republica, que ocupava desde 2014 pelo Partido do Centro Democrático. Uribe, que se encontra neste momento em prisão domiciliar por determinação da Suprema Corte, que o investiga por suspeita de manipulação de testemunhas entre outros crimes institucionais. Uribe foi prefeito da cidade de Medellin em 1982 e vereador entre 1984 e 1986. Senador da Republica de 1986 a 1994, governador de Antioquia de 1995 a 1997 e presidente da Colômbia de 2002 a 2006. O Cartel de Medellin que financiava a campanha de políticos da região, inclusive a de Uribe.

Não é primeira vez que Uribe renuncia ao cargo de senador da Republica, em julho de 2018, três dias após ser eleito, o político publicou uma mensagem na rede social destinada ao presidente da Casa no período, Ernesto Macías, na qual apresentava sua renúncia e pedia para que fosse aceita. Uma semana depois, em 1º de agosto, o ex-presidente pediu ao senado que não votasse sua renuncia. Neste momento a prisão e a renuncia de Álvaro Uribe, possivelmente seja pelo fato de que ele já cumpriu o seu papel como fantoche do imperialismo e agora está sendo descartado e também porque Iván Duque, presidente da república e seu pupilo, que pode estar tentando passar Uribe para trás, e assumir o cargo de principal liderança da extrema direita colombiana.

O processo pelo qual Uribe foi condenado a prisão domiciliar algumas semanas atrás, é o mesmo que o fez pedir sua primeira renuncia em 2018. A investigação que corre contra ele, está ligada a um processo que ele moveu contra o senador Iván Cepeda em 2012, do Partido de esquerda Polo Democrático Alternativo (PDA). O mentor do atual presidente Ivan Duque, acusou Cepeda de usar provas falsas e tentar fazer ex-paramilitares presos a prestarem depoimentos, que o incriminassem por atividades ilegais no departamento (estado) de Antioquia ao qual foi governador por dois anos. A Suprema corte rejeitou as acusações contra Cepeda, e abriu investigação sobre Uribe pela mesma acusação que ele fez: manipulação de testemunhas.

No entanto os crimes relacionados a Álvaro Uribe, não devem ser apenas estes. Seja como for, ele não deixa de ser um sanguinário político fascista, que em seu governo aumentou brutalmente a repressão contra a FARC, o povo, os indígenas e camponeses, e que sempre manteve estreita ligação com milícias fascistas e grupos paramilitares. Em uma reportagem do El país que teve acesso a documentos do Ministério Publico apontam ligações da família de Uribe com paramilitares “Los 12 Apóstolos” que utilizavam uma fazenda de gado La Caroline que na década de 90 era propriedade da família, sob o comando Santiago Uribe, seu irmão, localizada no município de Santa Rosa de Osos (a cerca de 80 quilômetros ao norte de Medellín) era a base de operações do grupo paramilitar.

O grupo é responsável por 509 vítimas no início dos anos noventa, segundo defensores dos direitos humanos que investigaram esse bando. É óbvio que estes números podem ser muito maiores. Executavam guerrilheiros, pessoas inocentes e quem se posicionava contra as arbitrariedades que eles faziam que vão de humilhações, cerceamento e perseguição. Provavelmente o local deveria ser usado para dar fim a adversários políticos e inimigos da ditadura. Nada diferente da ditadura que continua a Colômbia com seu amigo Iván Duque, que também persegue, mata e criminaliza seus opositores, quando não por meio do Estado também o faz por meio de milícias paramilitares, como já vimos denunciando neste Diário os crimes contra membros e ex-membros das FARC-EP e lideranças sociais e indígenas colombianas.

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