Universidades privadas adotam “reforma” trabalhista e promovem demissão em massa

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Aproveitando a entrada em vigor da “reforma” trabalhista, inúmeras universidades privadas demitiram em seu conjunto milhares de professores universitários. As demissões visaram inicialmente professores doutores, com padrões salariais mais altos, em decorrência da formação adquirida pelos mestres. No entanto, as demissões em massa atingiram também professores com mestrado e com especializações a nível de pós graduação.

A Faculdade Anhembi Morumbi é controlada pelo Grupo Laureate, uma das maiores redes de instituições acadêmicas privadas do mundo, que também administra as Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

Em São Paulo, algumas Universidades que deram início à reforma trabalhista dos golpistas, foram a Estácio de Sá, a FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) e a FAM (Faculdades da América) demitiram centenas de professores.

Desde de dezembro do ano passado, faculdades particulares de São Paulo, entre elas a Anhembi Morumbi e a FMU, anunciaram a demissão de cerca de 400 professores. Na última semana foi o caso da Faculdade Anhembi Morumbi, demitir 90 docentes, isso
gerou um protesto dos alunos.

Os resultados práticos da aprovação da “reforma” trabalhista estão sendo sentidos agora. As demissões em massa das universidades privadas é apenas o começo da destruição de milhões de postos de trabalho e neste caso de sucateamento do já precário ensino privado brasileiro.