Universidades: mestrandos e doutorandos sentem o Golpe de Estado nos cortes das bolsas de estudo

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Cerca de sete mil mestrandos e doutorandos de Minas Gerais estão sem receber bolsa para pesquisa desde o mês de junho. O que tem causado o trancamento do curso por parte de muitos pós-graduandos. A Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais), assim como os órgãos de fomento de outros estados, não permite vínculo empregatício como pré-requisito para concorrer às bolsas. O que impossibilita a busca de outras alternativas por parte dos estudantes.

As maiores crises orçamentárias da área de educação e outros serviços públicos têm sido cada vez mais profundas desde o mês de dezembro, de 2016, com a aprovação da PEC 55, conhecida como PEC do fim do mundo, por congelar investimentos públicos do país durante 20 anos. A partir desse período aulas chegaram a ser suspensas nas universidades estaduais do Rio de Janeiro e professores pós-doutorados ficaram meses sem receber, até a manutenção de higiene de universidades como a UERJ foi afetada. Universidades estaduais do Paraná passaram por situação muito similar, incluindo cancelamento de aulas. A Universidade de Brasília anunciou em abril do presente ano que até agosto centenas de funcionários seriam demitidos e bolsas diminuídas para evitar o fechamento de toda a universidade, disse a decana de planejamento na época. No mês seguinte, em São Paulo, a Unifesp cortou quase mil bolsas de auxílio à permanência dos graduandos, aumentando profundamente o índice de evasão.

O Golpe de Estado vigente no Brasil é imperialista, como é de esperar desses golpes, o Banco Mundial no primeiro trimestre desse ano, emitiu a cartilha da privatização total do ensino brasileiro. É regra de todo golpe impedir o repasse de verbas para sucatear, deixar morrer e depois os golpistas aparecem em seguida como a grande solução. Estamos vivenciando esse processo de maneira mais intensa em Minas Gerais. Onde os golpistas estão dando cotoveladas em Fernando Pimentel (PT) até que ele caia. E assim, os mineiros terão um amargo Michel Temer, no caso, Antônio Andrade, para facilitar a privatização do ensino no estado. Esse processo já ficou mais claro quando a “privataria tucana”, ou melhor, quando o PSDB junto com o MDB, em junho, conseguiram com o TCE-MG liminar proibindo empréstimo para realizar o pagamento dos servidores públicos.

A única forma de derrotar o Golpe é todos os setores afetados, todas as categorias de trabalhadores e estudantes, contribuírem com a construção de uma grande mobilização popular. Uma etapa importante para organizar essa mobilização é a Conferência Nacional Aberta de luta contra o Golpe, nos dias 21 e 22 de julho, em São Paulo. A Conferência contará com demandas de todos os estados e terá como resultado um programa e plano a nível nacional para derrotar o Golpe.