Estudante tem que pagar
Várias universidades particulares manobram para não terem que reduzir as mensalidades, mesmo com os milhares de abandonos e com a situação de calamidade entre os estudantes.
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ensino a distancia
É necessário pagar a internet, ter um aparelho, e se escravizar com mensalidades do ensino superior | Foto: Reprodução

As universidades privadas compõem a maioria do ensino superior. Em plena crise financeira e social, na qual a juventude sofre com demissões em massa e corte de salários, as empresas da educação mantém a mensalidade para os estudantes. Para não reduzi-las, o mínimo esperado pelos alunos que estão sobre o ensino à distância, as universidades realizam vários malabares.

O ensino particular não consegue lucrar sem impor preços altíssimos sobre os estudantes. Não é de seu interesse auxiliar a comunidade estudantil, que na atual calamidade sofre com os ataques da direita contra os trabalhadores e a educação. Em primeiro lugar tem-se o EAd, para o qual muitos alunos não tem acesso ou disponibilidade de participação, sem contar com a iminência da volta às aulas presenciais e da contaminação de todo corpo acadêmico e de suas famílias. Vale ressaltar também, que o ensino à distância é extremamente mais barato para as empresas, com menos custos trabalhistas e institucionais, mesmo assim, a mensalidade continua praticamente a mesma.

Em segundo não é possível ignorar a situação da juventude trabalhadora, o principal setor desempregado e atacado pela política bolsonarista. Vários precisam ajudar suas famílias a sobreviverem, correndo risco de contaminação diário pelo vírus, e ainda, para garantirem seu diploma e sua permanência nas universidade, precisam trabalhar mais ainda para sustentar a mensalidade. Nesse sentido, milhares de abandonos do ensino superior já foram contabilizados

Para conter a mobilização estudantil, diversas universidades particulares oferecem alternativas para o pagamento. Algumas oferecem descontos e benefícios, outras colaboram no plano de financiamento dos estudantes com diferentes taxas de ingresso. Esse é o caso da  Universidade Feevale, Unisinos, Faculdade IENH e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC). Outra, a Faculdade Integradas de Taquara (Faccat), buscou auxiliar aqueles que perderam o emprego ou que tiveram sua renda reduzida. A análise por perfil geralmente inclui ex-alunos, alunos com mais de 45 anos e servidores, entre outros. É importante entender de que se trata de uma manobra para tentar transparecer que as universidades estão se esforçando para combater a pandemia e a crise financeira, e esconder o fato de que não vão abaixar as mensalidades ou escutar os alunos. 

A título de exemplo Camila de Almeida, uma estudante de pedagogia do Instituto Ivoti, denunciou que precisará pegar todo o valor que arrecadou em meses anteriores como professora para pagar os valores do primeiro semestre, que continuam os mesmos.

Os tubarões da educação não vão diminuir ou cancelar as mensalidades nesse período, quando a situação aperta, eles correm para encher seus bolsos e explorar cada vez mais os educadores e os estudantes. Por isso é preciso lutar pela suspensão das mensalidades, nenhum aluno deve ser expulso, especialmente em um momento como esse.

A Aliança da Juventude Revolucionária (AJR) luta, não só pela suspensão das mensalidades e do calendário letivo, para que ele seja organizado pela comunidade universitária, mas pelo fim do ensino privado. Esse, que nunca estará do lado dos estudantes, e sempre como seu inimigo direito, o qual visa explorar cada vez mais a juventude brasileira. É necessário travar uma luta contra esse programa capitalista para educação, em torno do Fora Bolsonaro e pela estatização de todas as escolas e universidades.

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