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Em encontro com empresas de imprensa e publicidade digital, na última segunda-feira (dia 12) na Califórnia, a Unilever, segunda maior anunciante global deixou claro que quem paga a banda escolhe a música.

Keith Weed, representando a monopolista em anúncios na internet, a Unilever, disse que os consumidores não estão preocupados se são as pessoas que estão clicando na publicidade e não robôs, mas sim com notícias falsas. Ameaçando cortar investimentos em plataformas de grande acesso como Facebook e Google se elas continuarem criando divisões na sociedade.

Ou seja, a Unilever além de escolher o que é bom, o que é mau, o que é verdadeiro e falso, também ironicamente declara que os consumidores preferem a falsidade de se orientar por cliques robóticos do que realmente se sentir parte de uma rede social.

Essa onda de censurar a internet começou com a história das chamadas “fake news”. O que fica ainda mais claro que é perseguição política as nomeadas “notícias falsas” quando um representante da gigante em anúncios, Weed, afirma que estão dividindo a sociedade nas redes sociais. Sendo que a sociedade já é dividida em uma minoria que detém po

Unilever: se as redes sociais não censurarem mais cortaremos nossos anúncios 2

der econômico e político contra uma maioria que trabalha para essa minoria. Ser falso seria constatar a realidade.

Importante salientar o significado da Unilever. É a empresa anunciante das marcas AXE, Dove, Closeup, Knorr, Hellmann’s, OMO, LUX, Rexona, Maisena, Kibon e muitas outras. Suas principais concorrentes são Colgate-Palmolive e Procter & Gamble. Sendo que Marc Pritchard, da Procter & Gamble tem declarado exatamente a mesma campanha de ameaças para controlar as divulgações dos usuários da internet.

Essa preocupação crescente em deter plataformas como Google e Facebook é devido aos monopólios da informação sentirem que estão perdendo espaço para blogs e

Unilever: se as redes sociais não censurarem mais cortaremos nossos anúncios 1

páginas de conteúdo político diferente desses monopólios. A “livre concorrência” é sempre eliminar o adversário com uma desculpa qualquer e com ameaças. Isto é uma falsa liberdade em todos os sentidos.

O Facebook, encurralado, declarou que está colaborando com a Unilever.

Essa é mais uma medida do imperialismo, no caso por meio da imprensa on-line, para se manter no poder através da força, eliminando as informações, a expressão do adversário. Centralizando todo o conteúdo da internet, limpando a esquerda também desse terreno. Como parte da sustentação dos golpes aplicados contra a classe trabalhadora no mundo todo no último período.

Isso mostra como a comunicação é uma arma fundamental que precisa ser alimentada pela população através de sua própria imprensa.

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