Genocídio da juventude
O reitor é um médico que cita Deus, seguindo as ordens dos capitalistas que só pensam no bem do dinheiro, enquanto os números mostram a morte por todo o mundo.
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Faculdade UNI-RN | Foto: Site oficial da UNI RN
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Faculdade UNI-RN | Foto: Site oficial da UNI RN

Em mais uma ofensiva contra a vida dos estudantes por todo o Brasil, as universidades também se preparam para a volta às aulas em meio ao avanço da pandemia e a falta de vacinas. O Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN), divulgou nesta semana o retorno pelo modo híbrido, afirmando que tem todas as condições sanitárias para receber todos os alunos que quiserem estar fisicamente no campus, mas que também se preparou para o acesso pelo EaD. 

Comandada pelo reitor Daladier Pessoa da Cunha Lima, que além de escritor é médico, a universidade tem sua origem na Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte (FARN), com suas raízes precursoras da mantenedora da Liga de Ensino do Rio Grande do Norte. Atualmente, oferece 14 cursos de graduação, sendo assim, com milhares e milhares de estudantes – muitos deles já trabalhadores -, somados ao corpo de funcionários e professores, que podem ser infectados pela volta às aulas.

Para além da formação em medicina, Daladier hoje também é colunista da Tribuna do Norte, e vale ressaltar, que escreveu uma matéria curta na semana passada, onde analisa superficialmente a pandemia, intitulada “Os vírus, as bactérias e o Homem”. Nela, para além da superficialidade com que trata o tema, o médico finaliza dizendo que “graças a Deus”, a ciência conseguiu rapidamente desenvolver as vacinas e, assim, podemos ter calma e esperança. 

Porém, as vacinas desenvolvidas tem vários problemas, desde de efeitos colaterais, assim como na produção em larga escala, e econômicos (no que se trata dos interesses dos capitalistas em lucrar com a morte da classe trabalhadora), que geram ainda piores resultados, como o desenvolvimento de novas cepas mais fortes.

Indo contra a própria experiência das universidades que reabriram em todo o mundo e tiveram uma explosão de infecção, o reitor afirma que todos os que decidirem regressar fisicamente, devem seguir os protocolos de biossegurança, citando as mesmas recomendações mundiais que levaram o mundo onde está hoje. 

Sendo um cientista que agradece a Deus em meio a pandemia mundial, o mesmo ainda diz que a área de grande natureza em torno da universidade, onde os estudantes podem utilizar para manter o distanciamento, é algo bom para justificar a volta às aulas. 

Por isso, é necessário levantar em todas as universidades a mobilização dos estudantes e professores. A exemplo da greve de professores que ocorre em São Paulo, é necessário expandir a mobilização e impedir na força o volta às aulas presenciais em todo país.

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