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Diante da enorme onda de protestos que está se levantando nas universidades e demais instituições federais de ensino de todo o País, a União Nacional dos Estudantes (UNE) decidiu convocar a mobilização nacional para o dia 15 de Maio, Dia Nacional de Greve da Educação, convocado pelas organizações de professores do ensino básico (CNTE e Sindicatos) e apoiado também pelos Sindicatos dos docentes universitários (ANDES) e dos funcionários da universidades (Fasubra), entre outros.

Neste dia ocorrerão manifestações por todo o País, chamadas por estudantes, sindicatos de professores, partidos políticos e centrais sindicais.

A base estudantil das universidades estão se mobilizando contra os ataques do governo neoliberal fascista de Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou cortes no orçamento das universidades federais e suspensão de bolsas de mestrado e doutorado. Os cortes inviabilizam o funcionamento das universidades e impedem o desenvolvimento da ciência brasileira. Já ocorreram mobilizações em diversas universidades, escolas e nos institutos federais de ensino.

A mobilização da juventude estudantil tem papel importante para abrir caminho no sentido de uma mobilização geral contra o governo e o regime político golpista. Contudo, a mobilização tem que ir para além da luta defensiva contra os cortes orçamentários, pois tem que unir todas as reivindicações setoriais em um programa democrático de luta contra a destruição da Previdência, contra as terceirizações, em defesa das universidades, por permanência estudantil, contra o sucateamento do ensino público, por liberdade irrestrita de ensino e pesquisa e contra a censura, pelo fim do vestibular e para que os filhos e filhas de trabalhadores possam ter acesso à universidade e nela permanecerem.

A mobilização tem que ser política, de enfrentamento geral ao regime, norteada pelas palavras de ordem Fora Bolsonaro e Liberdade para Lula.