Capitulação
É preciso entender que essa é uma grave derrota para a mobilização popular, uma vez que as organizações de massa sucumbiram à pressão dos setores golpistas e ligados à direita
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Iago Montalvão, presidente da UNE, do PCdoB. Foto: Facebook |

Da redação – A União Nacional dos Estudantes (UNE) divulgou nota, na tarde desta sexta-feira (13), informando que decidiu, “em conjunto com outros movimentos”, suspender os atos marcados para a próxima quarta-feira (18) contra o presidente ilegítimo e fascista, Jair Bolsonaro.

“Diante do avanço da contaminação do COVID-19 no Brasil, nós, da União Nacional dos Estudantes, acreditamos que esse é um momento de responsabilidade com a saúde do povo brasileiro e por isso em conjunto com outros movimentos, decidimos pelo adiamento dos atos de rua do dia 18, evitando o fomento de grandes aglomerações conforme orientações da OMS e Ministério da Saúde, mas mantendo as greves e paralisações”, diz a nota.

A Frente Brasil Popular postou um breve comunicado no Facebook notificando que “as manifestações de rua estão suspensas no dia 18/03, mas a mobilização em defesa do Brasil continua”. É uma demagogia barata, assim como a da nota da UNE, que diz que “construirá nas redes sociais o grito de indignação com o que tem acontecido no Brasil”.

Isso é resultado de uma pressão enorme das organizações pelegas falsamente representantes dos trabalhadores, como a Força Sindical. Ontem (12), as centrais pelegas e artificiais (Força, UGT, CSB e NCST) haviam se reunido para orquestrar o boicote ao dia 18. Hoje, foi a vez da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) aderir à campanha de boicote, pedindo a ““suspensão das manifestações convocadas para os grandes centros das principais capitais do país”.

Por sua vez, a CUT ainda não se posicionou oficialmente, mas, ao que tudo indica, será levada pela pressão dessas organizações direitistas as quais é aliada a aderir à capitulação.

É preciso entender que essa é uma grave derrota para a mobilização popular, uma vez que as organizações de massa sucumbiram à pressão dos setores golpistas e ligados aos patrões e à direita para não realizarem os atos contra Bolsonaro. Isso é resultado da política de alianças com os setores patronais, representantes da direita e da burguesia dentro do movimento operário e que não têm nenhuma capilaridade entre as massas, como é o caso das centrais pelegas, encabeçadas pela Força Sindical.

A UNE e a CUT, bem como a Frente Brasil Popular, devem romper com esses setores alheios à classe trabalhadora e à juventude. Trata-se da mesma política de frente ampla que os partidos, liderados pelo PCdoB (que comanda a UNE e a CTB), tentam impor ao conjunto da esquerda que luta contra o golpe, isto é, ficar a reboque das organizações de direita pretensamente democráticas.

Acabamos de ver qual é o resultado prático e inevitável dessa política: a contenção da mobilização popular, como é o caso do cancelamento do ato do dia 18.

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