Lula candidato!
É necessário tornar o 1º de Maio um fator de impulso para toda campanha contra o golpe e por Lula presidente.

Por: Redação do Diário Causa Operária

Estamos a menos de um mês do 1º de maio, o dia internacional de luta da classe trabalhadora. Para um dia tão importante, que poderá servir de base para toda uma mobilização no próximo período contra o regime golpista, é necessário fazer desta data um ponto de virada da luta política.

A crise se aprofunda rapidamente, os trabalhadores são atacados pelo desemprego que já afeta 14 milhões de pessoas e pelo genocídio na pandemia, que bate novos recordes, com 4 mil mortos diários. Nesse sentido, é fundamental que a esquerda de conjunto, sobretudo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), lance uma intensa campanha de mobilização, utilizando o dia do trabalhador como ponta pé inicial para por em movimento toda classe trabalhadora.

Está na hora de organizar a mobilização!

PCO realizou um 1° de Maio histórico; assista | Diário Causa Operária
Ato de 1º de maio organizado pelo PCO em 2020.

Em anos anteriores, o 1º de maio foi marcado pela pressão por parte da burguesia golpista e das centrais pelegas contra a organização de um verdadeiro ato classista dos trabalhadores. A pressão e as manobras políticas dos golpistas forjaram em 2020 um “ato” de tipo virtual, que contava com a participação dos inimigos dos trabalhadores, como Rodrigo Maia (DEM). Neste ano de 2021, a direita, em conjunto com centrais pelegas como a Força Sindical, tentará novamente impedir a realização de uma verdadeira manifestação da classe operária. Por isso, é importante que a CUT e as organizações da esquerda brasileira, se coloquem à frente da organização de atos de rua por todo o País, e coloquem em marcha a mobilização dos trabalhadores.

Como mesmo disse Lula, nesse momento a esquerda necessita “sair do zoom” e tomar as ruas, em uma frente única de luta com os trabalhadores, contra a direita e o regime golpista. É nesse mesmo sentido, que o Partido da Causa Operária, após em 2020 realizar com sucesso o único ato de Primeiro de Maio do País, busca impulsionar a realização de mais um 1º de Maio, nas ruas contra o golpe. Dessa vez, o partido já iniciou o chamado aos manifestantes para ocuparem a Avenida Paulista. O ato que está sendo chamado para as 15 horas, serve de impulso a realização de atos por parte da CUT e demais organizações em todo o País.

É fundamental, que a esquerda de conjunto se some à mobilização nas ruas, e convoque amplamente em todos os estados atos de rua, somando-se ao PCO nesta campanha.

O povo já mostrou: é nas ruas que se combate o golpe!

Leia um balanço dos atos contra a ditadura em Causa Operária | Diário Causa  Operária
Ato em São Paulo (capital), no dia 31 de março.

No dia 31 de março, a tendência à mobilização de toda população ficou ainda mais evidente. Após o chamado por parte do governo Bolsonaro a comemorar o aniversário do golpe militar de 1964 e apoiar uma nova ditadura no País, os trabalhadores responderam nas ruas, dispersando as manifestações fascistas. Os chamados “contra atos”, convocados pelo Partido da Causa Operária, Comitês de Luta e por militantes do Partido dos Trabalhadores, PSOL e grupos anarquistas, foram um marco na mobilização política.

Estas foram as maiores mobilizações políticas desde o inicio desse ano, e as primeiras desde o fim dos atos antifascistas, ocorridos ainda no ano de 2020. Acompanhando esta tendência à mobilização, a formação de comitês de luta em todo Brasil, e até mesmo no exterior, demonstram que os trabalhadores querem se organizar e intensificar a luta contra o regime golpista. Atualmente, cerca de 500 Comitês de Luta estão em formação, em todas as regiões do país, participando ativamente da convocação dos atos e da mobilização política dentro do País, ou fora dele, como no caso dos comitês da América do Norte e Europa, que também realizaram atos no dia 31.

1º de maio com trabalhadores nas ruas, e Lula candidato

Outro fator de enorme importância, ligado diretamente à radicalização dos trabalhadores, é a presença de Lula como peça chave do jogo político. Após ter seus direitos políticos devolvidos, em meio à crise do regime golpista, Lula aparece mais uma vez como principal nome a concorrer as eleições de 2022. Visto pelos trabalhadores como a única liderança capaz de enfrentar os golpistas, o ex-presidente não é temido pela burguesia simplesmente pelo seu alto poder eleitoral, mas sim, pois em torno dele se agrupa uma classe operária muito mais radicalizada, e que está disposta a confrontar na força Bolsonaro e todo o regime golpista.

Lula em 2022, não é e não pode ser o Lula de 2002. Se no inicio do século, a burguesia que hoje comanda o golpe de Estado temia a mobilização dos trabalhadores em todo continente e permitiu que Lula assumisse a presidência com todo um aparato de contensão a sua volta, agora a mesma burguesia não está disposta a ceder um único centímetro para a classe trabalhadora.

Lula deverá na realidade se portar como em 1989, quando no pós ditadura era visto pela classe operária como um representante das greves que colocaram abaixo todo regime militar, ou seja, um ponto de aglutinação de toda mobilização dos trabalhadores brasileiros. Em 2022, sua candidatura terá um papel semelhante, confrontando diretamente os interesses da burguesia e do imperialismo, e servindo de caminho para toda uma mobilização muito mais radicalizada, que leva consigo a defesa de uma nova constituinte, da derrota do golpe e de um governo dos trabalhadores.

Dessa maneira, se faz mais do que nunca necessária uma unidade de toda a esquerda em torno de sua candidatura, e assim da mobilização política. Por isso, que o ato de 1º de Maio deve ser visto com tamanha importância, é neste dia histórico de mobilização dos trabalhadores, que a esquerda deve dar o ponto de partida para a luta em torno da candidatura de Lula.

A única frente possível é uma frente de luta com os trabalhadores. Nas ruas, ampliando as manifestações em todo país, que ditadura golpista será confrontada e que a candidatura de Lula será assegurada pelo povo brasileiro.

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