Trabalho escravo
Apoio velado ao trabalho escravo reforça a necessidade da classe trabalhadora derrubar o regime golpista de Bolsonaro, em mobilizações que passem por fora das instituições
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Trabalhadores rurais são as principais vítimas da escravidão, que deve crescer no governo golpista | Foto: Reprodução

Segundo informações do jornal capitalista Folha de S. Paulo, o governo golpista de Jair Bolsonaro cortou mais da metade dos recursos disponíveis para fiscalização trabalhista e combate ao trabalho escravo (“Verba para fiscalizações trabalhistas cai pela metade no governo Bolsonaro”, 21/9/2020). Segundo apuração do jornal, o setor contou com orçamento médio de R$55,6 milhões entre os anos de 2013 a 2018 porém, para 2021, terá apenas R$24,1 milhões, redução superior a 56%. A asfixia contra o combate ao trabalho escravo contrasta com o levantamento divulgado pelo Radar da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, demonstrando que cerca de 45 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão entre 2003 a 2018.

Eleito mediante a uma das mais fraudulentas eleições presidenciais que este País já experimentou, o apoio velado de Bolsonaro ao trabalho escravo é ilustrativo da política que domina o Brasil desde o golpe de 16. Realizado para atender de maneira mais determinada os interesses da burguesia, dos quais o principal é justamente o esmagamento crescente da classe trabalhadora, a divulgação de mais este ataque aos trabalhadores, que soma-se a diversos outros e demonstram de maneira didática a total falta de limites do regime político para atacar a população pobre e trabalhadora.

A nova demonstração da determinação do governo ilegítimo de Bolsonaro em esfolar os trabalhadores reafirma a necessidade de uma política que ultrapasse os limites das instituições apodrecidas do regime burguês. À medida em que o golpe se materializa de forma mais contundente nas condições de trabalho da ampla maioria da população, cada dia piores, também se torna uma questão vital para a classe trabalhadora o fim deste governo fraudulento.

Fome pela carestia, escravidão e genocídio compõe o quadro de ameaças que a continuidade do regime representa. Sendo a classe trabalhadora a mais ameaçada, é desta classe que deve partir a rebeldia contra o governo, uma vez que as instituições tradicionais demonstraram sua completa falência e incapacidade de fazer frente à burguesia.

Ante a demonstração evidente de que estas instituições não apenas convivem com a escravidão dos trabalhadores, a mobilização popular pelo “Fora Bolsonaro” e pela frente única em defesa do ex-presidente Lula torna-se a verdadeira campanha a ser desenvolvida pela política operária.

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