Nada de ilusões
Vamos fazer da nossa campanha à prefeitura de São Paulo uma tribuna em defesa da unidade da esquerda e das organizações dos trabalhadores
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Nossa intervenção em ato na Avenida Paulista pela liberdade de Lula, em 2019 | Foto: Arquivo DCO

No momento em que redigimos esta coluna, dirigentes e militantes do nosso Partido, o Partido da Causa Operária, estão prestes a se reunir, em São Paulo, para debater as orientações unificadas com as quais participaremos das eleições deste ano. Tendo como base as deliberações aprovadas em nossa Conferência Nacional, serão escolhidos nossos candidatos para essa que é a maior e mais importante cidade do País, por seu gigantismo e, principalmente, pelo papel decisivo de sua combativa classe operária em toda a história da luta dos trabalhadores em nosso País.

Essas serão, por certo, as eleições mais antidemocráticas e fraudulentas das últimas décadas. E nosso Partido não participa desse processo para semear ilusões de que possamos mudar a situação por meio de um processo eleitoral. Pelo contrário, entendemos que as eleições estão totalmente dominadas pelas máquinas da direita e se dão num contexto onde a esquerda e a classe trabalhadora estão numa enorme defensiva política.

Participamos para denunciar a fraude e para  fazer avançar a organização revolucionária dos trabalhadores e da juventude. Em plena situação de pandemia, com nossa cidade tendo, oficialmente, quase 12 mil mortos (cerca 10% dos óbitos brasileiros), é um crime criar a ilusão de que esta situação possa ser resolvida por promessas eleitorais que já começam a se multiplicar, tanto pela direita como pela esquerda.

No caminho oposto das promessas, vamos às eleições transformá-las numa tribuna popular, colocando que apenas a mobilização pode barrar o genocídio de nosso povo – que, infelizmente, não se resume apenas à pandemia – e combater a fome, a miséria e o desemprego.

Nosso eixo nas eleições é impulsionar uma campanha pelo “fora Bolsonaro” e pela unidade da esquerda, não em torno de resultados eleitorais imediatos (que não virão!), mas em torno de uma luta geral. Unidade na qual lancemos mão de todas as armas que dispomos: nossas organizações, a combatividade da população e nossas lideranças, e dentre elas, o ex-presidente Lula. 

Vamos às eleições tendo como um dos eixos fundamentais a unidade na defesa da restituição de seus direitos e na sua candidatura a presidente. Lula é a única liderança capaz de unir a esquerda com um imenso apoio popular que leve adiante uma luta contra o regime golpista.

Colocaremos toda nossa energia para denunciar a hipocrisia dos governos que destruíram a saúde pública. São Paulo, se fosse um país, estaria entre os 15 países com maior número de óbitos decorrentes da covid-19; mais de 100 vezes o número de mortos de Cuba.

Denunciaremos que os governantes “científicos”, como Doria e Covas, são sócios de Bolsonaro no genocídio. Defendem os interesses dos grandes bancos que buscam lucrar com a morte e a miséria de um número cada vez maior de brasileiros.

Apontaremos que os bilionários recursos que poderiam ser destinados à saúde foram desviados pelas máfias políticas burguesas. Não há testes em massa, não há construção de hospitais e não há equipamentos necessários, nem mesmo para os profissionais da saúde.

Diante disso, é preciso criar conselhos de saúde nos bairros populares que defendam reivindicações da população pobre e trabalhadora que não têm direito a testes e não pode se tratar no Albert Einstein.

Precisamos multiplicar os Comitês de Luta – pelo “fora Bolsonaro” e por Lula presidente – com os companheiros do PT e de toda a esquerda que queira lutar e rejeite a política de colaboração com os golpistas.

Buscaremos a vitória na luta dos trabalhadores, como a greve dos correios contra a privatização, o rebaixamento salarial e as demissões. Estaremos contra os pelegos que sequer fazem assembleias, temendo se contaminar com os operários que se aglomeram todos os dias em seus locais de trabalho.

Precisamos que nossos sindicatos e organizações levantem a reivindicação de redução da jornada de trabalho para o máximo de 35 horas semanais, sem redução salarial e pela escala móvel das horas de trabalho: trabalhar menos para que todos trabalhem. Não podemos permitir que a direita use o desemprego para “restituir a escravidão”, como Doria, que quer “contratar” trabalhadores por R$330.

É preciso também lutar por um plano imediato de obras públicas que gere empregos e atenda o interesse emergencial da população, como a construção de  hospitais, moradias e a multiplicação o número de salas de aula, pondo fim à superlotação. Isso só pode ser conquistado por meio dos comitês de luta, dos sindicatos e das organizações de esquerda.

Os golpistas aproveitam a pandemia do coronavírus para atacar, ainda mais profundamente, a educação pública. O EAD, que destrói o ensino e serve apenas para reduzir custos para os capitalistas, é um exemplo claro disso. 

Agora, temos um problema ainda mais grave: a volta às aulas, que querem nos impor em benefício dos banqueiros, donos de escolas privadas e outros parasitas. Também nesse caso, só a mobilização pode barrar o ataque. Usaremos a campanha para defender que a volta às aulas só ocorra com o fim da pandemia e com vacina.

Sobre a base dessa política e com certo orgulho, de quem há pouco mais de 30 anos se transferiu a São Paulo para se dedicar à causa da construção do partido revolucionário, aceitei a missão dada pela direção e os militantes do PCO. Serei candidato a prefeito pelo Partido para impulsionar uma campanha em torno de nosso programa e da luta por um governo dos trabalhadores que constroem a riqueza de nossa cidade, do nosso País e de todo o mundo.

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