Uma ameaça real: família Bolsonaro tem interesse em roubar terras quilombolas

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Em poucos dias de governo, Jair Bolsonaro mostra que é um político totalmente impopular e ilegítimo: após retirar da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) a demarcação das terras indígenas e entregá-las para as mãos da ministra da agricultura, em outras palavras, a ministra dos latifundiários, Tereza Cristina (DEM-RS), o governo golpista está ameaçando fazer o mesmo com os quilombolas e pretende retirar 230 territórios segundo dados da fundação Palmares.

Os territórios que o governo golpista quer roubar são da maioria da região norte e nordeste: dos 230 pedidos em que o governo golpista quer roubar, 38 ainda aguarda “a visita técnica” para início da entrega das terras aos latifundiários. Destes, 18 são na Bahia, 8 em Goiás, 4 no Maranhão e 4 em Minas Gerais. Os outros 192 ainda estão em análise. Destes, 60 são no Maranhão, 32 na Bahia e 26 em Minas Gerais.

A decisão de o governo ilegítimo de roubar as terras dos quilombolas não é apenas por motivos políticos, mas também pessoais: a família do fascista Jair Bolsonaro também tem interesse na terras quilombolas. Em setembro do ano passado, o cunhado de Bolsonaro, chamado Theodoro Konesuk, foi condenado por invadir uma terra de quilombos em Bairro do Galvão em Iporanga (SP). Theodoro acabou destruindo uma plantação de bananas.

Há de se lembrar que Jair Bolsonaro já proferiu ataques contra os quilombolas. Em abril de 2018, durante palestra na Hebraica no Rio de Janeiro, Bolsonaro falou de uma suposta visita a um quilombo e acabou tratando os quilombolas como se fossem escravos e disse que eles não pesavam nem sete arrobas e nem para procriar eles serviam. Segundo os quilombolas da região, a fala de Bolsonaro trata-se de uma inverdade pois o mesmo nunca visitou o local.

O ilegítimo Jair Bolsonaro já disse em seu pronunciamento na posse que pretende acabar com o “socialismo”, ou seja, ele quer destruir toda legislação trabalhista e social do país e as próprias organizações dos trabalhadores, como por exemplo, tirar as terras dos indígenas e quilombolas.

Em defesa dos setores mais oprimidos da população, é necessário mobilizar pelo Fora, Bolsonaro porque não adianta com esse governo que só tem interesse em esmagar a povo e ser capacho dos banqueiros e grandes capitalistas. É necessário também pedir a liberdade de Lula, pois esse é que deveria ser o presidente atual do Brasil.