Um tucano no PSOL: Marcelo Freixo quer que Lula fique preso para fazer aliança com o PSDB

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A burguesia mostra-se realmente incansável em tentar sepultar de vez a luta contra o golpe que todos os dias dá novas pancadas no povo brasileiro.

Depois de Ciro demonstrar toda a sua real natureza direitista e coronelista ao criticar mais o PT que o próprio fascismo do Bolsonaro, é a vez do tradicional cavalo de Tróia, direitista mal disfarçado do PSOL, o reacionário Marcelo Freixo, nos brindar com uma verdadeira receita de bolo para o fracasso total da esquerda combativa, da classe operária e explorados em geral no Brasil.

Aconselha o falso esquerdista: fazer uma frente “democrática” e não “de esquerda”, dando as mãos aos golpistas do PSDB, para esquecer Lula na cadeia e partir para uma oposição de tipo parlamentar e setorial contra a “reforma da previdência ou as mudanças na carteira de trabalho”, por exemplo.

O golpista do PSOL teve espaço na imprensa burguesa para formular um excelente resumo da política que, quando foi aplicada, trouxe como resultado inevitável as maiores derrotas ao povo brasileiro, principalmente as parcelas mais exploradas e massacradas pelo regime de superexploração que cada dia mais avança sobre nossas cabeças.

Mas não contente em propagar a derrota certa do povo, Freixo aproveitou o ensejo para apresentar uma “autocrítica” completa da esquerda. A mesma que a burguesia não conseguiu arrancar de gente combativa como Gleisi, Dilma e Lula e que só tem mesmo cabimento em um infiltrado imperialista, como é este Freixo.

O fato é que usar um esquerdista falsificado, um trambiqueiro que se veste com as cores da esquerda mas que na verdade é tão direitista como um Alckmin ou um Fernando Henrique, é uma das mais velhas táticas da burguesia para dividir os movimentos populares e operários.

Foi exatamente desta forma que a CIA fomentou a chamada “nova esquerda” no fim dos anos 60, coptando intelectuais que tinham a fama de serem avançados e progressistas, para a estruturação de um pensamento aparentemente progressista, mas profundamente reacionário, onde se exclui o marxismo, a luta de classes e as lutas operárias, colocando-se no lugar propaganda de minorias, que de luta não tem nada, tudo de modo a tornar popular as tais “pautas identitárias” entre a pequena-burguesia, principalmente a universitária.

O PSOL, como um dos maiores representantes desta esquerda falsa e deformada, é justamente o partido que mais afasta os setores populares da esquerda, impulsionando uma falsa imagem de que a esquerda priorizaria somente problemas relativos a costumes, ou uma gritaria histérica no que se refere às mulheres e negros, mas sem qualquer luta efetiva, como se viu no caso Marielle Franco.

Todas estas lutas são colocadas fora da luta geral e real que acontece dia-a-dia entre exploradores e explorados, que é o que realmente aflige a população, principalmente os operários e os mais pobres. A mal chamada pauta “identitária”, ironicamente, é justamente aquela que distorce a verdadeira identidade entre os explorados e a esquerda: a luta de classes.

E hoje a luta de classes tem nome e endereço: Luiz Inácio Lula da Silva, preso há mais de 200 dias sem prova, sem pena, sem direito sequer a ver cumprida uma ordem judicial legítima, deferida por um juiz competente, em um processo de habeas corpus.

Ao contrário do que afirma o Freixo do imperialismo, Lula unifica toda a verdadeira luta da esquerda, e só não devolveu a candidatura Bolsonaro ao esgoto a que pertence por manobras e pressões absurdas levadas avante por toda a burguesia.

O país se viu até mesmo à beira de um golpe militar só para que Lula não fosse colocado na rua um dia sequer. Isto não é prova mais do que suficiente da força da luta pela liberdade do ex-presidente?

Os evangélicos em geral costumam ver com grande desconfiança a conversa mole do PSOL, e alguns, mais confusos, que acham que aquela imagem de esquerda maluca, feita à base de “bundassos”, “beijassos” e afins, é a verdadeira identidade da esquerda, chegam a concluir o absurdo de que “se esquerdista é isso aí que o PSOL fala, eu sou de direita”.

Um verdadeiro partido operário, ao contrário, ainda que defenda a liberdade de expressão de forma absoluta – algo que também o PSOL é contra – não leva a sério nenhuma luta baseada nestas aberrações psolistas. A esquerda séria, classista e operária, leva avante a real luta das massas exploradas, que é a luta de classes. É a militância da politização e da mobilização popular. Algo que hoje somente setores da esquerda do PT, da CUT, do MST e o PCO realmente estão empenhados em fazer.

Justamente os setores da esquerda que lutam pela liberdade de Lula, não por coincidência.

Liberdade para Lula é a luta que coloca a classe operária de conjunto e unificada de frente ao seu inimigo, a burguesia. E em um confronto claro, frente a frente, entre a classe operária e a burguesia, esta decadente e minoritária burguesia não tem a mínima chance.

Exatamente por esta razão, a burguesia faz tanta propaganda por uma “frente democrática” que sirva de válvula de escape das imensas tensões populares que o golpe traz ao país, no lugar de uma verdadeira frente classista, contra quem a burguesia não tem chance nenhuma.

Tudo o que resta à burguesia é justamente adiar o confronto direto com a classe operária o mais que for possível. E para isto ela usará todas as suas velhas artimanhas golpistas a fim de confundir o inimigo, com táticas confusas como as que o PSOL é mestre em colocar em prática, em um de seus trambiques mais comuns.