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Na última semana houve um ataque com tiros no bairro Benfica, na cidade de Fortaleza- CE. Entre mortos e feridos, testemunhas afirmaram que perceberam pelo menos 12 disparos, realizadas por um grupo de pessoas que se posicionaram em artilharia em frente ao bar. Fora o caso de violência, muito comuns em sociedades classistas, chamou a atenção o comportamento do governador do Ceará, Camilo Santana – PT.

O governador pediu ajuda ao governo federal, presidido pelo golpista Michel Temer, ou seja, a força política que deu o golpe no seu partido em esfera nacional. Esse primeiro aspecto já demonstra o grau de confusão política de parte da esquerda nacional, pois pedir ajuda a quem ajudou a golpear sua própria política não é das atitudes mais inteligentes a ser adotadas.

Outra característica desse ato absurdo é a situação política. Depois da intervenção militar no Rio de Janeiro, lideranças do exército brasileiro afirmaram que o Rio de Janeiro é um laboratório para intervenções em outros estados da federação. Estaria Camilo Santana querendo uma intervenção militar no estado do Ceará?

Ter o entendimento de que os militares estão no Rio de Janeiro ou em qualquer outro Estado, para fortalecer a segurança pública é uma falsidade. As ações de repressão na periferia carioca se pontuaram em apenas algumas localidades, ou seja, boa parte da população sequer encontrou com alguém do exército na rua.

Por isso, fica nítido que o exército não está preocupado com violência, haja vista que até os índices aumentaram durante a intervenção militar. O exército quer apenas ocupar uma posição política que seja capaz de acuar qualquer governo que o imperialismo, seu atual mentor, seguindo seus próprios interesses. Quer estar em condições de ditar as políticas a serem feitas nos estados e no País em geral.

Assim, o auxílio pedido pelo governador cearense, se coloca como uma loucura ou um suicídio político. Combater a violência e todos os ataques que a população trabalhadora vem sofrendo passa, necessariamente, por lutar pela anulação do impeachment, contra a prisão de Lula, contra a intervenção militar.

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