30ª Conferência do PCO
Em meio a amplos ataques, situação das mulheres apresenta situações de exploração que demandam uma luta mais consequente do que as demagogias da esquerda pequeno burguesa
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Larissa-Rosa-Luxemburgo
Companheira Larissa. Luta das mulheres passa pela defesa de um programa concreto | Reprodução-COTV

A crise capitalista vem se revelando especialmente danosa às mulheres. Compondo 51,8% da população nacional (contra 48,2% de homens), entre os desempregados produzidos pela crise, as mulheres aparecem com um contingente quase 40% maior do que os homens.

Massacradas no aspecto econômico, as mulheres brasileiras têm um destaque negativo muito ilustrativo da situação de exploração a que estão submetidas: de cada 10 gestantes que morrem em decorrência do coronavírus no mundo, 8 são brasileiras.

Em resposta ao conjunto de situações adversas proporcionadas pela crise ampla, histórica e aprofundada em razão da pandemia, o coletivo de mulheres militantes do Partido da Causa Operária, Rosa Luxemburgo, apresentou as reivindicações das mulheres trabalhadoras para as eleições municipais deste ano. O programa foi anunciado durante a 30ª Conferência do PCO, ocorrida nos dias 15 e 16 de agosto. Na ocasião, o programa foi defendido também pela companheira Larissa, em intervenção realizada em nome do coletivo.

Em um momento onde o esgoto fascista se ergue contra uma criança de 10 anos, vítima de estupro e grávida pela violência, uma das pautas destacadas, naturalmente, seria a defesa incondicional deste direito, que não apenas é negado mas (pior) criminalizado pela burguesia. A necessidade que os capitalistas têm do controle político do corpo das mulheres levou a extrema-direita a uma campanha verdadeiramente grotesca com ataques à criança e aos profissionais de saúde que não se intimidaram e realizaram o procedimento, necessário à sobrevivência da menina.

O caso reforça a necessidade de luta por um interesse concreto, urgente porém negligenciado pela esquerda, que em nome de um oportunismo eleitoreiro, limita-se a discursos demagógicos, de caráter moral e sem nenhuma consequência para a luta das mulheres e a evolução de sua situação, hoje marcada por uma profunda exploração.

E com esta perspectiva, de evolução da mulher, o programa defendido pelo Rosa Luxemburgo defende também uma série de outras reivindicações históricas das mulheres trabalhadoras. São elas a ampliação da rede de creches, a equiparação salarial para funções iguais como medida para acabar com a discriminação, ampliação da licença maternidade, direitos à mulher trabalhadora lactante, estatização do sistema de saúde para uma efetiva proteção à maternidade, ampliação dos programas assistenciais às mulheres pobres, hoje abandonadas à própria sorte, o que em um contexto de pandemia é particularmente desumano.

E para que estas não sejam palavras aleatórias mas um efetivo programa político, de luta, Fora Bolsonaro e toda corja golpista, o que se revela fundamental para garantir os direitos das mulheres!

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