Generalizar a greve
A evolução da greve dos petroleiros, dos trabalhadores do Dataprev e da Casa da Moeda aponta uma tendência presente no meio da população do País que é a luta pelo Fora Bolsonaro!
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Greve se estende desde o último sábado (01). Foto: Federação Única dos Petroleiros |

A tentativa do governo do fascista Jair Bolsonaro de derrotar a greve dos petroleiros com a substancial ajuda do não menos fascista ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Ives Gandra, não surtiu efeito e, ao que tudo indica, jogou mais combustível na greve.

Gandra, um lacaio do grande capital, figura chave dentro do TST em defesa da reforma trabalhista, em tempo recorde, menos de 24 horas, acatou e julgou o pedido de abusividade da greve feita pela direção da Petrobras e concedeu liminar favorável à empresa determinando a manutenção de 90% do efetivo no trabalho sob a ameaça de multas diárias de R$ 500 mil, por sindicato, caso as entidades não acatem sua decisão. 

A resposta da FUP, dos sindicatos e dos trabalhadores pelo que os números indicam não deixa dúvida sobre a intensificação da mobilização em torno da greve. Da terça para a quarta-feira a greve atingiu 12 estados, saltou de 30 para 50 o número de unidades em greve e atingiu 18 mil trabalhadores contra 15 mil do dia anterior.

Já existe uma preocupação em setores da burguesia golpista com a tendência à expansão e unificação da greve dos petroleiros com outras categorias de trabalhadores de empresas estatais que também estão sob ameaça de privatização, como são os casos do Dataprev e da Casa da Moeda.

Parece óbvia a preocupação dos analistas burgueses. Resta saber se a maior parte da esquerda brasileira que tem pregado o recuo diante do governo Bolsonaro, mesmo diante da esmagadora rejeição popular a Bolsonaro, e que por conta disso defende a política miúda, defensiva, na prática de não enfrentamento com o governo, vai mudar de posição ou se os setores que efetivamente acreditam na mobilização para derrotar o golpe e o fascista Bolsonaro serão capazes de apontar uma perspectiva de superação da política capituladora levada por essa esquerda. 

Esse diário tem defendido sistematicamente um conjunto de palavras de ordem e de um programa que acreditamos ser capaz de impulsionar a greve dos petroleiros e a unidade de todos os trabalhadores que estão sendo vítimas da mesma ofensiva contra os seus direitos, seus empregos e suas condições de vida.

A greve dos petroleiros tem todas as condições para sair vitoriosa e ainda ser um efetivo instrumento na luta para varrer o golpe de Estado de 2016 e a sua cria, o governo de extrema-direita de Bolsonaro. Apresentamos abaixo alguns pontos que achamos de fundamental importância para uma evolução vitoriosa da greve:

  • organizar greve com piquete, criar comitês de autodefesa nas refinarias para defender a greve – a  greve é a realização plena da democracia operária. Os operários decidem diretamente os rumos do movimento e por isso mesmo deve ser defendida por todos. Os patrões, o governo, têm sempre no bolso aqueles fura-greves que são utilizados para dividir a categoria – o “direito de ir e vir”- isso é uma falácia, que é utilizada para impor pela força, com o uso do aparato repressivo, da PM, o fim da greve. É por isso que os piquetes devem ser o instrumento de construção dos comitês de autodefesa, uma forma mais desenvolvida para garantir a vitória do movimento;
  • Ampliação da greve para os setores terceirizados – a terceirização é uma forma perversa de dividir uma categoria e aprofundar a exploração – para trabalhos iguais, salários e direitos iguais, abaixo a discriminação patronal;
  • Unidade com outras categorias – unificar a greve dos petroleiros com os trabalhadores do Dataprev e da Casa da Moeda. Que as direções sindicais convoquem imediatamente plenárias com os demais trabalhadores das estatais, todos, sem exceção, sofrendo os mesmos ataques que os petroleiros;
  • Ocupação das unidades de produção – os trabalhadores da Fafen-PR e da Casa da Moeda, embora de uma maneira limitada, apontaram uma forma efetiva de se opor à política dos patrões e do governo de demissão. Diante da tentativa de destruição da Petrobras, da entrega das refinarias para as grandes empresas imperialistas, a ocupação é uma medida absolutamente legítima dos trabalhadores na defesa da empresa como um patrimônio do País e dos seus empregos;
  • Lutar pelo cancelamento de todas as medidas do governo que visam entregar a empresa, como os leilões do pré-sal e pela reestatização da Petrobras – a liquidação da Petrobras atende aos interesses das grandes empresas do petróleo, que querem dominar o mercado brasileiro e destruir a principal indústria nacional, assim como estão fazendo com a Embraer;
  • Lutar pelo controle dos trabalhadores sobre a empresa, lutar pelo controle operário da produção – governos como o de Bolsonaro são lacaios do imperialismo. Bolsonaro bate continência para a bandeira norte-americana e não a do Brasil. Quem defende o interesse do imperialismo, do golpe de 2016 não defende os interesses dos trabalhadores. Só os trabalhadores é que efetivamente são capazes de gerir a empresa de acordo com os interesses de desenvolvimento nacional;
  • Fora Bolsonaro e todos os golpistas – nenhuma luta, por mais radicalizada que seja, será capaz de conquistar as suas reivindicações caso o governo Bolsonaro, o governo do golpe de 2016 não seja derrotado. É por isso que as lutas e reivindicações parciais do conjunto dos trabalhadores, seja ele petroleiro, bancário, metalúrgico ou servidor público, ou, ainda, funcionário de estatal ou de empresa privada ou, ainda, desempregado ou subempregado na economia informal, se há um ponto que unifica todos eles é o fato de que Bolsonaro e o golpe de 2016 atacam os trabalhadores de conjunto. Pôr para fora o governo ilegítimo de Bolsonaro significa, na prática, reverter toda a política de desmonte do estado brasileiro, objetivo do golpe de 2016.
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