Coronavírus
Ao menos um milhão de pessoas que dependem da cultura para seu sustento se encontram paralisadas por causa da pandemia
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
cine
Cinema São Luiz, no Recife, fechado por causa da pandemia. Foto: Yacy Ribeiro/JC Imagem |

Segundo levantamento feito pelo portal UOL, há pelo menos 1 (um) milhão de pessoas que trabalham diretamente com a cultura no Brasil. Essas pessoas, que são, em sua esmagadora maioria, autônomas, movimentam R$ 10,5 bilhões, o que representa 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O mercado da cultura envolve inúmeros setores. Embora tenham maior projeção atores de cinema e de telenovelas, bem como alguns músicos, elevados à condição de pop stars, o fato é que, entre os artistas, estão também os trabalhadores do circo, artesãos, escritores, pintores, chargistas etc. A maior parte deles, no entanto, nem é empregado, nem é patrão: vivem em condições bastante vulneráveis, atuando de maneira informal e sem quaisquer direitos trabalhistas.

Com a pandemia de coronavírus avançando, esses setores da cultura se tornam ainda mais vulneráveis. Afinal, a política de quarentena, recomendada pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS) e relativamente seguida pela maioria dos países, está forçando a fechar todos os espaços relacionados a cultura: cinemas, teatros, museus, casas de show etc. As próprias ruas, que servem de palco para muitos artistas, estão vazias.

Se não há mais espaço para expor a cultura — exceto o limitadíssimo meio da internet —, não há, portanto, meios para que os trabalhadores da cultura tirem seu sustento. Com isso, a tendência é que se somem aos milhões de desempregados e desamparados pela política do governo.

Para evitar um total desastre entre os responsáveis pela produção da cultura em nosso país, é preciso que o Estado forneça meios para seu sustento. É preciso que haja um auxílio para todos os que estão impossibilitados de trabalhar com cultura por causa da pandemia, assim como com todos os trabalhadores informais. E um auxílio real, não o auxílio de fome que tem sido aprovado pelos parlamentares.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas