Falência capitalista
O imperialismo tem nas suas mãos um milhão de vidas humanas; e ainda segue cavando suas valas comuns aos povos de todo mundo
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Essa política tem um nome: genocídio | Foto: Reprodução

No último dia 28/9, a classe trabalhadora mundial se viu adiante do lamentável número de 1 milhão de pessoas mortas por coronavírus desde o início da pandemia global, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. O número representa um verdadeiro genocídio do imperialismo mundial sobre a classe operária e todos os povos; um dos maiores massacres que a história da sociedade já viu em tão pouco tempo.  Afinal, esse resultado é fruto de uma política deliberada: ou você salva as pessoas, com um investimento duro na saúde pública, ou você salva os monopólios, com uma política de rapina do neoliberalismo.

Os números de mortes, que representam uma pilhagem da população mundial, são reflexos de algo que vem acontecendo e se arrastando há mais de um século. Esse número é a crise histórica do capitalismo, desde que ele entrou na sua fase superior, o imperialismo. Esse consórcio de horrores de países que são controlados por monopólios, é basicamente a camada superior da burguesia, que oprime não só suas próprias populações, como também a população mundial.

O país disparado em número de mortos é nada mais do que o coração desse mesmo imperialismo, os Estados Unidos da América do Norte, com mais de 205 mil norte-americanos mortos. Isso dá o “exemplo” da doutrina neoliberal em todo mundo, já que é um dos seus mais ferrenhos defensores. Um país que em meio do maior morticínio do mundo, não moveu uma palha para reverter a situação; pois para isso seria necessário fazer algo inédito para o País: criar um sistema público de saúde, já que todo sistema é feito por verdadeiros açougueiros e exploradores da miséria dessa população, chamado também de “saúde privada”. Um punhado de especuladores da morte e da mutilação de todo um povo.

Disputando o segundo lugar, vem o Brasil e a Índia. Ou  melhor, Bolsonaro e Modi, que são, como se sabe, dois governos capachos dos países imperialistas, em especial da burguesia monopolista norte-americana. Nele vemos a mesma política da Casa Branca, em situações diferentes. Em uma situação de colônia, o que é bem mais sofrível para essas duas populações, a brasileira e a indiana. Modi, que tem nas mãos a morte de mais de 96.000 indianos, vem em um governo que é praticamente uma ditadura que se segue há anos na Índia, a saúde pública do país asiático é uma das mais precárias do mundo, praticamente toda destruída. Além disso, Modi é o responsável por destruir os poucos direitos trabalhistas conquistados pelos trabalhadores indianos; toda nação indiana se transformou em uma colônia do imperialismo, com uma politica escravagista contra todo povo. O que demonstra um imenso retrocesso histórico.

E aqui no Brasil temos um Bolsonaro. Que matou mais de 140.000 brasileiros, trabalhadores, que são vitimas de sua política genocida, criminosa, que impõe uma reabertura econômica em meio à pandemia mundial, que já pilhou 1 milhão de pessoas. Além de matar o povo de coronavírus, o governo Bolsonaro está matando o povo de fome e mutilando todos os trabalhadores; a alta no preço da cesta básica está levando, por exemplo, metade dos trabalhadores do campo a “insegurança alimentar”, que é um eufemismo para fome e a miséria crescente. Conseguiu bater o recorde histórico de desempregados. Cortou 20%, segundo dados extremamente falsos, da renda da classe operária que sobrevive até então em seus postos aglomerados de trabalho. Impulsionou a política de cortes no transporte, transformando os ônibus em grandes laboratórios da morte. Somente uma oposição muito defensiva e um clima muito reacionário sustentam essa situação extremamente grave e crítica.

É evidente que esse número é uma política coordenada dos capitalistas, que só poderia ser chamado de genocídio mundial da população. A crise do capitalismo não permite a burguesia salvar a sua pele, seus lucros no caso, e a vida da população ao mesmo tempo. Nesse caso, sem pensar duas vezes, a burguesia está colocando as vidas dos trabalhadores no lixo para salvar um sistema econômico falido. A pandemia não vai sumir sozinha. É necessário uma política para barrar seu avanço e desenvolver sua cura e seu tratamento. E isso é impossível dentro do capitalismo em declínio.

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