Frente ampla
Nova articulação da frente ampla visa, novamente, isolar Lula e submeter esquerda
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Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. nnÀ mesa:nsenador Eduardo Gomes (MDB-TO); npresidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP); nsenador Roberto Rocha (PSDB-MA); nsenador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB).nnFoto: Roque de Sá/Agência Senado
Senado Federal | Foto: Reprodução Senado

Em novo movimento orientado pela política de frente ampla, Flávio Dino (PCdoB) causou alarde na última segunda-feira (20) ao anunciar o chamado “MDB da esquerda”, uma articulação que poderia inclusive evoluir para uma fusão entre PCdoB e PSB após as eleições municipais deste ano. Com isto, o “MDB da esquerda” passaria a contar com 39 parlamentares na Câmara dos Deputados e teria acesso a um fundo partidário de R$145 milhões segundo a imprensa. Contudo, acabam aqui os pontos positivos da fusão, os quais não trazem nada de positivo para a classe trabalhadora.

A premissa eleitoral que baseia a articulação, propagandeada por Dino e pela imprensa capitalista (por sinal, grande entusiasta da iniciativa) com objetivo de uma candidatura presidencial em 2022, é fruto de uma concepção política capituladora, defendida por setores conservadores da esquerda mas cujas limitações foram amplamente demonstradas ao longo da década que se finda.

Não custa lembrar, a ex-presidenta Dilma Rousseff foi eleita pela maioria dos votos populares, com apoio de 54 milhões de eleitores brasileiros, o que não significou nada para a burguesia. Dado o choque com a presidenta, a burguesia simplesmente ignorou qualquer formalismo democrático e até mesmo jurídico para a imposição dos seus interesses de classe, mobilizando para isto, as forças por ela controladas, o que inclui o aparelho burocrático jurídico e parlamentar do Estado.

Nesse sentido, se eleições tivessem algum valor, o normal seria Dilma ter finalizado seu mandato, o que não ocorreu. A única chance de Dilma ter mantido seu mandato era se prestando a realizar ataques duríssimos contra a população e se submetendo à burguesia com um nível de servilismo que nem mesmo Bolsonaro esteve disposto a demonstrar até o momento, como as crises do governo demonstram.

Por fim, há que se destacar outro aspecto importante da política empreendida por uma candidatura forte na esquerda para se opor à direita no pleito presidencial de 2022, que reside no fato dela já existir: o ex-presidente Lula. A tentativa de construir uma candidatura oposta à de Lula para 2022 demonstra-se, portanto, como mais uma manobra para isolar Lula e o PT em favor da burguesia.

Com apoio da burguesia, Flavio Dino busca criar uma “oposição” controlada direitamente pela direita golpista do centrão, ou seja, pela burguesia, para manter a política de ataques aos trabalhadores do governo Bolsonaro com uma fachada de “esquerda” e “democratica”.

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