Novos ricos e velha exploração
O pretexto não é novo. Trata-se sempre da mesma coisa: novos nichos, mas sempre exploração da força de trabalho, má distribuição de renda e riqueza, fome e miséria do trabalhador
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Reprodução em foto de cédulas de valores diferentes de dólares, a moeda dos EUA. | KAREN BLEIER/AFP

Um novo recorde foi atingido no mundo, segundo o relatório apresentado em um estudo pelo banco suíço UBS, em um trabalho realizado em conjunto com a agência de auditoria e assessoria PWC. Eles se referem ao acumulado em 2020, de todas as fortunas do mundo, e que alcançou o patamar de US$10,2 trilhões, contra os US$8,9 trilhões de 2017.

Veja, ironicamente, que o salto se dá no ano da pandemia, ano de profunda desgraça para a população de vários países, cuja morte pela Covid-19 levou milhões no mundo todo, em grande medida pela falta de recursos para prover o necessário para salvá-los.

O estudo também apresentou uma justificativa sobre o porquê do crescimento: aumento das Bolsas, e, em particular, graças às gigantes da tecnologia e da saúde. O que também favoreceu ao aumento de pessoas que se tornaram bilionárias, chegando ao número de 2.189, em julho do corrente, com o acréscimo de 31 em relação à 2017.

Em razão disso, vários têm sido os debates em torno dos novos hábitos adquiridos pela população como consequência da pandemia, e como isso trouxe alternativas ao comércio de produtos e serviços, que, explorados pelos capitalistas e investidores mais antenados, representou o lucro e a fortuna recebidos.

De fato, muitas teorias foram elaboradas para entender as novidades do mercado e os novos nichos. Todavia, uma constante, pelo menos, pode ser destacada em todo esse processo: a exploração da mão de obra e da mais valia. Sem dúvida alguma, independente da novidade, isso não muda nunca e tem se repetido em todos os tempos. Pessoas trabalham sempre na base dos empreendimentos desses afortunados, mas, de forma alguma, recebem por isso, em todos os anos de suas vidas, sequer 1% do que esses bilionários ganham em um mês.

Ou seja: os bilionários não só passam ilesos pela pandemia do novo coronavírus, como também aumentam a sua fortuna às custas do trabalhador, em cuja relação vive uma realidade em que há o aumento da pobreza e da miséria, com um desemprego avassalador, além de muitas mortes com a pandemia.

Diante de uma realidade em que a maior parte da população sofre com a falta de condições básicas para se viver, chega a ser desprezível e insustentável a ostentação de riqueza de bilionários, ainda mais quando constatamos os números que, entre março e maio, foi alcançado de 7,8 milhões de desempregados, e, na primeira quinzena de junho, registraram 522,7 mil falências, entre micro e pequenas empresas. Sem falar da perda de receita tributária para 2020,  com previsão de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe, segundo estimativa da Oxfam, o que representa US$ 113 milhões a menos de investimento público em saúde em toda a região, e de um futuro incerto para muitos.

Certamente, a busca de solução burguesa para lidar com a crise, e que intensifica a jornada de estudos que entendam os novos rumos tomados pelo mercado, nunca enxergará novas perspectivas para suprimir esse sofrimento todo suportado pela classe trabalhadora. A única saída capaz de resolver o problema do desemprego e da fome, requer uma ruptura revolucionária da classe trabalhadora com as relações capitalistas de produção, com vistas a se apropriar dos meios de produção e conseguir uma real emancipação humana, acabando de vez com a “má distribuição de renda”. 

Estando diante do declínio da propriedade privada dos meios de produção, e do domínio do Estado pelos monopólios, não há dúvidas de que os próprios meios de produção de propriedade comum garantirão a abundância e o fim da miséria que tanto assombra essa enorme massa de pessoas desassistidas, sendo desnecessário até mesmo, pensar em impostos, porque, a esta altura, isso terá perdido qualquer função.

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