Um governo operário faria o exato contrário do que Bolsonaro está fazendo em relação aos EUA

pco_L

A presença do presidente eleito pela fraude e pela manipulação aos Estados Unidos, Jair Bolosonaro, encerrada no dia de ontem, foi o coroamento dos objetivos do golpe para o Brasil.

Servilismo seria pouco para qualificar a presença de Bolosnaro e sua patota em solo norte-americano. Um dos porta-vozes das Organizações Globo, Merval Pereira, publicou em seu blog matéria com o título “Como criança na Disney”, já a jornalista Miriam Leitão, classificou o acordo comercial entre os dois entre os dois países como “desequilibrado” e ainda citou uma declaração textual de um diplomata brasileiro: “demos tudo, não levamos nada”.

Aqui estamos nos referindo ao grupo de comunicação cabeça do golpe de Estado no Brasil, portanto, insuspeita na defesa dos interesses imperialistas no país. Obiamente que o caso da Globo não é um mea-culpa. Na realidade a política de defesa dos interesses econômicos e político norte-americanos no país pelo governo Bolsonaro é de tal magnitude, que a própria família Marinho se vê na contingência de tecer um determinado nível de críticas na tentativa de encobrir os própositos do próprio golpe de Estado.

Bolsoanaro foi o plano B do golpe para as eleições. Diante do fracasso dos golpistas em impor o seu verdadeiro candidato, que seguiria os mesmos passos do desastrado capital presidente, mas com uma roupagem mais comedida. O eleito pelo golpe e pela fraude entrou de cabeça ou como citou o próprio porta-voz das Organizações Globo, “como pinto no lixo”.

Na etapa extrema-direita do golpe Bolonaro foi aos EUA e sacramentou a entrega da Base de Alcântara, que teria como fundamento central permitir ao Brasil desenvolver um programa próprio para lançar satélites. Também assinou diversos acordos comerciais, abriu mão ainda de diversos vantagens na Organização Mundial do Comércio (OMC), que prejudicará, inclusive, setores golpistas da burguesia nacional, mas o que fez, podemos dizer, foi representa apenas um ou alguns tentáculos do golpe.

Desde 2016, o golpe já produziu muito contra o país. Os ataques a Petrobrás, uma empresa estatal que detém a tecnologia mais avançada de prospecção de petroleo em alto-mar, que detém uma imensa rede nacional de refino e que nesse momento, com a descoberta do pré-sal, conta com uma das maiores reservas de petroleo do mundo. Essa foi a alma do negócio do golpe! E não apenas no Brasil, mas também na Venezuela.

Um outro caso, esse já mais antigo, mas também resultado da política neoliberal do final dos anos 90, é a Vale, a antiga estatal Vale do Rio Doce. Que o diga o assassinato em massa resultado do rompimento de uma barragem de resíduos em Brumadinho, Minas Gerais. Esse é o significado de uma empresa privada. Roubar os recursos naturais, expoliar os trabalhadores, e, ao final, afogar todos no mar de lamas.

Diante da barbárie capitalista, para os trabalhadores só têm uma saída. Lutar por um governo próprio. Controlar as empresas e as riquezas do país e colocá-las a serviço de uma verdadeira libertação nacional. Para começar, tudo que foi entregue tem que ser reestatizado e colocado sob o controle dos trabalhadores.

Um governo operário seria internacionalista e solidário à classe operária do mundo inteiro, mas defenderia a soberania nacional diante do imperialismo enquanto o imperialismo perdurar, coisa que a sburguesias nacionais de países atrasados não são capazes de fazer. Por isso só um governo operário pode enfrentar o imperialismo e adotaria um programa correspondente a essa tarefa.