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Um governo das milícias
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Ao que tudo indica, as milícias agora estão operando a partir do próprio governo para dominar um novo território: o Porto de Itaguaí, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um local propício para a importação de armasse a exportação de drogas para a Europa. O ilegítimo Jair Bolsonaro, coincidentemente, estaria buscando substituir o delegado da Alfândega do porto, um posto chave da Receita Federal. José Alex Nóbrega de Oliveira seria substituído por um auditor de Manaus próximo de Bolsonaro, segundo mensagem que ele mesmo divulgou via WhatsApp.

Oliveira, em mensagem para outros auditores que vazou durante o último final de semana, afirma: “Para minha surpresa, há cerca de três semanas, o superintendente Mário (Dehon, superintendente da Receita Federal) me informa que havia uma indicação política para assumir a Alfândega de Itaguaí, a qual ele não concordava. Tratava-se de um auditor lotado em Manaus que não possuía em seus 35 anos de Receita Federal nenhuma passagem pela Aduana e sem nunca ter assumido chefias. Inconformado com essa situação, o superintendente se recusou a realizar a nomeação, pois fugia dos trâmites utilizados pela RFB para escolha de suas lideranças. Em represália a essa atitude, o mesmo está ameaçado de exoneração”.

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Segundo reportagem de O Globo, a cúpula da Receita Federal enviou um dossiê para Bolsonaro alertando sobre os riscos de colocar a Alfândega do Porto de Itaguaí sob o comando de alguém inexperiente. O dossiê chegou ao presidente, mas a depender de seus interesses no assunto, será solenemente ignorado. Recorde-se que relações mal explicadas com as milícias do Rio de Janeiro permeiam toda a carreira política de Bolsonaro, começando pelo desaparecido Fabrício Queiroz, chegando a figuras como Adriano Magalhães, intimamente ligado aos Bolsonaro e que seria o comandante do Escritório do Crime, a milícia mais conhecida do Rio de Janeiro.

Portanto, o governo Bolsonaro representa também o perigo de que o crime organizado ligado aos aparatos repressivos domine completamente o Estado. As milícias são extensões da polícia e dos militares, por fora da lei. São elementos que tipicamente servem de base política para a extrema-direita. Neste caso, política e crime se encontram em perfeita harmonia para agir conjuntamente na conquista de cada vez mais poder, usando o próprio Estado nacional. Esse é mais um motivo muito forte para não aceitar que o governo continue nem que seja por mais um dia. É preciso mobilizar já pelo imediato fim do governo Bolsonaro. Por isso, também, é o momento de intensificar nas ruas a lutar pelo Fora Bolsonaro!

 



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