Um dos fascistas que agrediram ativista de esquerda no MASP é oficial de justiça, evidenciando que o Judiciário é um antro reacionário

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Da redação – Uma política recorrente defendida pela esquerda pequeno-burguesa é a de que leis com punições mais severas vão inibir possíveis agressores das mulheres, negros ou LGBTs. O que nunca é levado em consideração quando se propõe mais repressão é quem vai colocar em prática essas leis no dia-a-dia.

Os atos das últimas semanas deixaram bem claro que a PM fascista não está nas manifestações para garantir que qualquer lei seja cumprida, e sim apenas para reprimir os militantes de esquerda, pois no domingo (7), quando reaças atacaram covardemente uma mulher que se dirigia à manifestação pela liberdade de Lula, a única pessoa a ser levada algemada pela polícia foi a própria vítima.

O vídeo da agressão viralizou nas redes sociais, e um dos agressores foi identificado pelo nome de Jaderson Soares Santana, doutorando na PUC-SP e oficial de justiça no TRF3. Em sua página no Facebook, a qual foi obrigado a excluir devido às abordagens que passou a sofrer, Jaderson postava mensagens de apoio a Bolsonaro e a movimentos de extrema-direita.

Esse caso é só mais um exemplo do quão reacionário é o Poder Judiciário, que agrega sob seu guarda-chuva, em sua maioria, membros da burguesia e pequena-burguesia rica. Uma vez que nenhum representante deste poder é eleito pelo povo, funciona como cabide de emprego dos burgueses, resultando assim, por seu caráter de classe, no poder mais antidemocrático da república. Do poder Judiciário, por exemplo, advém um dos principais setores responsáveis pelo golpe no País, os juízes e promotores da Lava-Jato, que contribuíram para fraudar a eleição levando ao governo Bolsonaro e que mantêm ilegalmente a prisão do ex-presidente Lula.