Pandemia e crise econômica
Enquanto número de mortos não para de crescer, capitalistas obrigam população a trabalhar
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Presidente ilegítimo Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR |

Se há uma coisa que seja consenso em relação à pandemia de coronavírus, é a seguinte: no Brasil, ninguém tem a mais absoluta ideia da quantidade real de casos da doença, menos ainda do número de mortos. O governo, completamente desmoralizado, fala em cerca de 180 mil casos confirmado e de mais de 13 mil óbitos (índice de letalidade de 7,2%), mas até mesmo a imprensa capitalista já chegou a afirmar que o coronavírus teria infectado mais de 4,2 milhões de brasileiros. A situação está completamente fora de controle, e sem uma política para testar a população, ela permanecerá assim.

A falta de informação sobre o desenvolvimento da epidemia brasileira permite que o governo Bolsonaro e seus aliados manipulem os dados a seu favor. Mesmo diante da situação dramática em que se encontram milhões de brasileiros, a situação artificial, segundo a qual o Brasil não estaria, nem de longe, em um estágio tão avançado da pandemia como no caso dos Estados Unidos, está send utilizada para justificar uma política criminosa. Milhões de trabalhadores estão sendo forçados a continuarem indo para seus locais de trabalho, mesmo aqueles que não prestam algum tipo de serviço essencial.

O que aparece como uma política demagógica do presidente ilegítimo, que colocou as academias no rol de serviços essenciais, esconde a verdadeira pressão dos setores mais importantes da burguesia, como a indústria, para que se decrete o fim do isolamento social. Pode-se prever, assim, o mesmo cenário que se viu em Bérgamo, na Itália, que foi a região mais devastada pelo coronavírus e, ao mesmo tempo, a que mais sofreu com a pressão dos capitalistas para que as fábricas continuassem funcionando a todo o vapor. A política da burguesia mundial, apesar das diferentes abordagens, é a mesma. As diferenças entre Angela Merkel, na Alemanha, e o fascista Jair Bolsonaro, no Brasil, são muito mais superficiais do que parecem ser. Todos defendem a mesma coisa: salvar o capitalismo, nem que, para isso, precise matar seu povo.

Nenhuma ação efetiva até agora foi tomada, seja pelo governo federal, seja pelos governos estaduais. São mais de dois meses em que a epidemia se manifestou no Brasil, e nem um único hospital foi construído. Ao mesmo tempo, a direita, sedenta, impõe vária medidas autoritárias, como a obrigação de todos usarem máscaras, sendo que não há máscaras sendo distribuídas para o povo. O que há é apenas a especulação da indústria médica em geral, que está aproveitando para lucrar como nunca.

O caráter artificial que é dada à situação vem permitindo que os capitalistas consigam manter o apoio da pequena burguesia ao regime político. Contudo, por debaixo dessa camada de dados manipulados, há um acelerado empobrecimento da população e uma profundo ataque às condições de vida dos trabalhadores. Um número incalculável de pessoas já foram demitidas — fala-se em um milhão e meio, mas isso talvez só corresponda ao que foi demitido em um único setor, como o de restaurantes — e a miséria se espalha, na medida em que nem mesmo o auxílio emergencial prometido pelo governo está sendo pago. Esse mundo inventado que a burguesia criou para si é, cada vez mais, distante da realidade do povo, e isso terminará por desencadear uma revolta generalizada.

Se a situação continuar como está — e tudo indica que piorará muito —, o País conhecerá um caos social como nunca antes foi visto. E na hora que esse caos vier, de nada adiantará o que as falsificações da burguesia, nem os mecanismos de corrupção aplicados à pequena burguesia: os trabalhadores não verão outra maneira de terem seus interesses atendidos que não seja por meio do choque com o regime.

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