Antônio Carlos Silva

João Caproni Pimenta

Sobre o João

João Jorge Caproni Pimenta é estudante de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Militante do Partido da Causa Operária (PCO) e coordenador da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR).

Iniciou sua militância política e estudantil em Junho de 2013, quando a juventude e os trabalhadores realizaram uma grande mobilização contra o governo do Estado de São Paulo, então liderado por Geraldo Alckmin (PSDB).

Responsável pela Agitação e Propaganda do PCO, João Caproni Pimenta é editor do Diário Causa Operária e da Causa Operária TV. Também é colunista do Jornal Causa Operária e co-autor do livro “A Era da Censura das Massas”, junto com Rui Costa Pimenta, presidente do Partido.

Um crônica das Eleições 2020

Um 2º turno entre Hitler e Mussolini

Cansado de argumentar racionalmente, este colunista recorrerá unica e exclusivamente ao escárnio, ninguém aguenta mais os fanáticos eleitorais

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Imaginem companheiros, a seguinte cena fictícia. Estamos em eleições numa terra tão tão distante, numa era muito, muito tempo atrás. Mas que parece o Brasil de hoje. Estão acontecendo eleições, após um 1º turno tenso em que a classe média pretensamente progressista quase se descabelou, subiu, desceu, pulou, caiu, tudo isso seguindo a deixa da grande imprensa. Imaginem, caros leitores, que a esquerda, pela mais profunda infelicidade, não classificou ninguém para o 2º turno. Ficou uma disputa entre um fascista chamado Benito Mussolini e um outro chamado Adolf Hitler. No 1º dia, bateria uma enorme depressão, mas depois, logo em seguida bateria o medo.

Já dá para ver a discussão. Num determinado comentário de Facebook um viciado patológico em eleição, filiado ao PSOL ou ao PCdoB, diria: Não podemos nos abster deste importante momento da política nacional! Quem cruza os braços está deixando Hitler ganhar!

Um outro, mais sensato vê o comentário e fica… pasmo, aquilo vai contra tudo que ele acredita. Mas o homem é tão estupidamente histérico que acaba deixando o sensato em dúvida.

Em seguida, um outro destes histéricos, este com esperanças de um cargo ou um conchavo num futuro governo Mussolini diz: votar nulo é apoiar Hitler! Contra o racismo eugenista de Hitler é Mussolini 45! 

O sensato, olha novamente, acha ainda mais estranho, mas começa a pensar que talvez, se ele não concorda, ele que está errado, já que tem várias pessoas falando a mesma coisa.

Rapidamente junta-se um militante mais decido é diz: o pessoal está louco, inventaram que esse Mussolini não é racista, os camisas negras e os camisas pardas são praticamente a mesma coisa, de onde o pessoal tira essas ideias? Temos que votar nulo, mostrar que o povo não aceita essa fraude e se colocar contra o fascismo!

Ele então sofre vários ataques: Nazista! Odeia os Judeus! Vendido aos nazistas! Filhote do Hitler! Quinta Coluna! Que quer Hitler Ganhe! Votar nulo é apoiar o 1º lugar! Quer votar no Hitler 17! Hitlerminion! A maconha tá estragada! Cala boca, põe Mussolini 45 e confirma! 

O sensato e agora, amedrontado, olha a cena… ele concorda com o militante, ele sabe que não dá para votar num monstro, independentemente de quem é o adversário. Ele já entendeu que participar desse circo só vai fortalecer qualquer um dos dois que ganhar, mas vendo a torrente da histeria da classe média com a que ele convive, ele simplesmente não tem coragem, ele se sente forçado, compelido e até intimidado a votar em Mussolini.

No dia da eleição saiu o resultado. Deu Hitler. O cidadão sensato olha a imensa besteira que fez, votou num monstro só para legitimar a fraude, ele vê que era melhor não ter votado, ele fica ainda mais envergonhado na hora que vê que nos distritos operários de sua cidade, os índices de abstenção foram altíssimos, mais de 40% dos trabalhadores nem foram para as urnas… O trabalhador não achou que valia a pena votar em Mussolini, se absteve silenciosamente. Ele vê que o voto nulo daquele camarada xingado, se adotado por todos, poderia ter virado uma grande campanha de denúncia.

Ele volta ao Facebook, esperando ver que as pessoas finalmente caíram na real, como ele havia. Lá ele encontra um novo comentário, que diz “povo burro! uns preferem o Hitler e uns outros, uma maioria de jumentos acham que não faz diferença, é óbvio que Mussolini é melhor que Hitler.”

O sensato vê que os viciados são incorrigíveis. 85% não votaram no candidato deles, se discorda dele, só pode ser burro. Ele é de uma minoria esclarecida, a democracia seria concordar com ele. Ele não vê erro na campanha, no candidato, ou na situação política, ele não vê explicação nenhuma, a não ser chamar o povo de burro.

Em seguida, o Partido Fascista de Mussolini solta uma nota “Parabenizamos Hitler e desejamos a melhor sorte possível, que sua sorte seja a de todos nós!”. Mussolini vai ao Twitter e solta uma “De Duce para Fuher, que seu governo seja longo e pleno”.

O povo era esperto, o craqueiro eleitoral, um idiota.

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