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Na quarta-feira (7), aos 90 anos morreu o último presidente da ditadura militar argentina(1982-1983), Reynaldo Bignone. A ditadura argentina foi responsável por uma política altamente contra a população do país. Além de matar mais de 30 mil pessoas, torturou, sequestrou, estuprou e censurou milhares de outros cidadãos. O caso das crianças que eram roubadas de suas mães pelos militares, que deu origem ao movimento Mães de Maio, é bastante conhecido.

Justamente, por essa política repressiva e de lesa-pátria contra a população, os militares argentinos foram condenados pelo povo à prisão perpétua (algo que o atual presidente neoliberal, Macri, tentou modificar). A única diferença entre os ditadores militares argentinos e os brasileiros é que os últimos não foram julgados, nem se quer sofreram algum tipo de sanção por tudo o que fizeram. Aqui, na verdade, o período de redemocratização permitiu que os mesmo políticos da ditadura continuassem agindo sob os panos institucionais, como é o caso de Sarney e Maluf, apesar do enfraquecimento deste grupo diante da mobilização da classe operária que derrubou a ditadura.

Agora, os militares brasileiros, mais uma vez, estão ameaçando em intervir na situação política de forma mais decisiva. As aproximações sucessivas do exército, para citar o General Mourão, desenvolveram-se ao ponto de que o alto-comando das Forças Armadas tem o governo sob controle. A alternativa militar da burguesia se dá justamente pela crise em que os golpistas se encontram para levar adiante sua política e prender Lula – isto sem falar da crise eleitoral que está ameaçando o regime.

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