Ultimato de Villas Bôas: Lula na cadeia ou tanques nas ruas

TS_Exercito-ocupa-rua-do-Rio-de-Janeiro-seguranca-Olimpiadas-Rio-2016_011240716-800x445

O comandante geral do Exército Brasileiro, general Villas Bôas, protagonizou na noite desta terça-feira (3) mais um episódio digno de golpistas da pior espécie. Às vésperas do julgamento do habeas corpus de Lula no Supremo Tribunal Federal (STF), o general da ativa declarou, via sua conta em uma rede social que “repudia a impunidade” e que está atento a suas “missões institucionais”. 

Ultimato de Villas Bôas: Lula na cadeia, ou tanques nas ruas

Na prática, a declaração serve de chantagem aos ministros da Suprema Corte, que se veem encurralados entre cumprir a Constituição e as ameaças do general.

A declaração se deu em meio a um movimento orquestrado pela burguesia golpista, em que grupos como o Vem Pra Rua (sigla financiada pelo imperialismo), mancomunado com Rede Globo e Forças Armadas fizeram tabela para promover mais uma de suas campanhas golpistas.

Em impressionante sincronia, logo após a declaração do general, o lacaio porta-voz número um da burguesia, Willian Bonner, reverberou ao vivo o tuíte golpista no encerramento do Jornal Nacional.

O chamado ao golpe militar foi prontamente respondido por outros diversos generais da ativa. O General Paulo Chagas, por exemplo, escreveu: “Caro comandante, amigo e líder, receba a minha respeitosa e emocionada continência. Tenho a espada ao lado, a sela equipada, o cavalo trabalhando e aguardo suas ordens!!”. Outros dois generais fizeram tuítes no mesmo sentido. “Mais uma vez o Comandante do Exército expressa as preocupações e anseios dos cidadãos brasileiros que vestem fardas. Estamos juntos, comandante!”, postou o General Freitas. “Comandante! Estamos juntos na mesma trincheira! Pensamos da mesma forma! Brasil acima de tudo! Aço!”, escreveu o General Miotto.

A declaração também gerou imediatamente fortes críticas de representantes da esquerda e de movimentos operários.

Neste momento e durante todo o dia, manifestações populares acontecem em diversos estados da Federação, contra a prisão de Lula e contra o golpe militar.